segunda-feira, 20 de maio de 2013

Bosque Central

“O tribunal de Justiça (TJ) julgou constitucional emenda ao Código Ambiental tornando o bosque central de Londrina, como área de preservação ambiental, proibindo a construção de ruas ou vias no local.” (Coluna Naym Libos, no jornal Impacto)
Pronto, era o que faltava para a perpetuação da sujeira e reinado das pombas na região central de Londrina. Um salve também para o congestionamento do trânsito e ausência de vagas para estacionamento.
O Bosque está abandonado a três gestões de prefeitos. Desde sua última revitalização por volta do ano 2000, nada mais foi feito por este que é um dos cartões postais da cidade, ou ao menos deveria ser. Mas o que se vê é um local sujo e sem condições mínimas para ser frequentado. A muito o parquinho para as crianças está sucateado e a quadra não recebe times com frequência. O transito na região central é um caos e a falta de vagas para estacionamento um realidade.
O ideal seria uma reforma do bosque com a abertura e passagem da Rua Piauí por dentro dele, obra que inclusive começou a ser feita, mas foi barrada por meia dúzia de desocupados que ficaram abraçados a algumas árvores para evitar que fossem derrubadas. Agora a situação ficou bonita, com o bosque ainda abandonado e servindo de residência às pombas, marginais, michês e sabe-se lá o que mais.
Com esse novo entendimento do TJ, a situação promete se prolongar por mais alguns anos, já que a prefeitura fez uso de recurso para tentar reverter a situação. Enquanto isso os moradores continuam órfãos de uma área de lazer na região central da cidade, os comerciantes com movimento prejudicado pela falta de vagas de estacionamento, e os motoristas estressados com os engarrafamentos do trânsito. Todo mundo sai ganhando.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Loucura?


O futebol é uma coisa estranha. Não somente ele, mas todos os esportes que atraem de alguma maneira a atenção das massas. Ninguém ganha nada com o futebol, salvo os participantes do mesmo. Os torcedores não fazem nada além de torcer e gastar seu suado dinheiro com ingressos, uniformes e tantas outras coisas oferecidas pelo mercado do esporte. Mas por que as pessoas dedicam várias horas do seu dia e grande parte de seu esforço para discuti-lo? Por que lágrimas saltam aos olhos depois de derrotas ou vitórias heroicas? O que faz milhares de pessoas gritarem o nome do seu time após uma derrota?
Perguntas difíceis de responder. Alguns podem dizer que o motivo é a ignorância das massas. Aquela mesma que aliena o povo e os leva a votar em políticos corruptos e a permanecer alheio a recorrentes problemas no sistema político. Mas isso não acontece somente no Brasil. No mundo todo, boa parte da população é contagiada por este amor louco para com o esporte. Mesmo nos países mais desenvolvidos, onde a educação e a cultura recebem a atenção merecida, milhares de pessoas compartilham da mesma paixão dos brasileiros, em maior ou menor grau.
Parece que o esporte se liga ao íntimo das pessoas desde cedo. Quando ainda crianças elas convivem com o contraste de sentimentos após vitórias ou derrotas. Essa mistura cria um elo curioso, e pelo resto da vida elas sentem a necessidade de ter uma parcela de participação no dia a dia do seu clube de coração. Pouco importa se alguém sabe que ela está ali, mas a euforia de uma conquista não é descritível por simples palavras ou gestos. É preciso sentir. Que loucura o futebol, que loucos os apaixonados por ele.

Boicote à Conmebol

Os clubes brasileiros precisam se posicionar contra o Conmebol. Não é mais aceitável os absurdos que os times tem enfrentado nas partidas organizadas por esta entidade mesquinha e corrupta. Em um curto período dois anos, o Brasil vai organizar dois dos maiores eventos esportivos existentes no globo. Para tal, as entidades, clubes e torcedores brasileiros estão tendo que se adequar às regras aplicadas na Europa, onde a organização e o respeito vem em primeiro lugar. Entretanto, não será possível alcançar tal adequação caso os times continuem a participar de campeonatos organizados pela Conmebol, onde a desorganização e o desrespeito ganham um destaque especial.
O que aconteceu com o Corinthians no Pacaembu foi somente a cereja de um bolo fabricado pela Conmebol desde o início da competição. Já teve punição absurda ao time do parque São Jorge no episódio em Oruro. Suspensão exagerada ao principal jogador do São Paulo às vésperas de partidas decisivas. O Grêmio também sofreu com punição para seu treinador, que apanhou, mas pasmem, levou toda a culpa. Só por aqui mesmo. Tudo isso somada à desorganização das partidas nos países vizinhos, onde reina absoluta a violência e a pressão contra nossos times, que normalmente apanham três vezes. Do adversário, da torcida e da polícia.
A Conmebol deve estar incomodada com a supremacia dos clubes brasileiros nos últimos anos. As equipes estão se estruturando e a economia passa por um momento favorável, assim os resultados em campo são constantes. Cabe então aos chefões do futebol Sulamericano mexer os pauzinhos para que a sequência de títulos brasileiros seja quebrada. Para tal, vale tudo. Se o Juiz não conseguir resolver, acontecem absurdos como um time não voltar para o segundo tempo do jogo, como aconteceu na partida entre São Paulo e Tigres ano passado.
Os times brasileiros tem um poder que parecem desconhecer. Caso aconteça uma mobilização por parte deles e um boicote à Conmebol, os campeonatos organizados por ela perderão grande parte de seu valor, pois são os times daqui que atraem os investimentos pesados de patrocinadores. Medidas urgentes precisam ser tomadas já. O mundo está vendo os papelões que estão acontecendo por aqui, e a imagem que já não era boa, continua a piorar.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Somos diferentes

Vamos aos fatos. Dois gols legais anulados e dois pênaltis não marcados. Corinthians fora da Libertadores desse ano e um breve adeus ao Bi. Festa de todos os torcedores que não são corintianos. Mistérios da Conmebol por escalar um árbitro que já tinha apitado partidas muito discutidas do Corinthians. Futebol é assim. Um dia se ganha e outro se perde.
Mas a impressão que ficou no final do jogo, tanto pela torcida quanto pelos jogadores do Corinthians foi: NÃO PERDEMOS ESSE JOGO.
Os torcedores permaneceram no estádio até o último minuto, e vários minutos após ele gritando o nome do time e cantando as músicas que os empurraram a vários títulos nos últimos anos. Palmas aos jogadores, que jogaram o tempo todo com hombridade e em nenhum momento apelaram para a violência em campo. Palmas mais uma vez para a torcida que aceitou o resultado e fez uma festa que, tenho certeza, arrepiou até os que estavam torcendo contra. Adeus aos tempos de violência e boas vindas aos estádios sem alambrados. Essa torcida merece.
O resultado final foi lamentável para os corintianos, mas a torcida provou, mais uma vez, que é diferente das outras. Parabéns ao Boca que fez as partidas que lhe cabia. Ao árbitro algumas vaias, pois queimou seu fim de carreira. Ao Corinthians parabéns. À torcida, parabéns. Esse campeonato passa e ano que vem tem outro. Mas que a Conmebol fique atenta, pois suas atitudes são claramente tendenciosas contra os clubes brasileiros e imagino que, num breve futuro, eles vão deixar de participar dos campeonatos organizados por ela.
Ps. O Corinthians começa a ser o grande favorito ao título do Brasileirão 2013.

Por que não vou à missa.

A pouco estava me perguntando porquê não vou à missa. Sendo criado numa família católica e frequentadora da igreja, deveria ser do meu costume seguir a tradição. Acredito em Deus e gosto muito desse Senhor misterioso, pois vejo nele o motivo da vida ser maravilhosa e a resposta de vários porquês em momentos de dúvidas ou aflição. Mas não consigo ter pela igreja essa mesma admiração. Muito provavelmente essa desconfiança seja oriunda do fato de a igreja ser formada e mantida por homens, assim como eu, cheios de pecados e de dúvidas na vida. O problema é que por ser da igreja, algumas dessas pessoas vestem uma máscara de hipocrisia e se sentem mais santas que todos as demais. Não só na igreja, mas também nas redes sociais, vejo todos os dias pessoas postando mensagens maravilhosas e juras de amor a Deus. Mas esses mesmos canalhas se escondem nessa máscara maldita e no seu dia a dia se empenham em ser mais sacanas o quanto conseguirem.
Por não ir muito à igreja, estou meio por fora das leis pregadas por ela hoje em dia - as quais mudam de acordo com que lhe convém -, mas creio que para Deus não existe ser mais pecador do que esses que estão fazendo juras de amor a Ele e ferrando seus irmão aqui em vida.
Tentei me lembrar da última vez que fui à missa. E cheguei à conclusão que lá dentro me sentia muito mais pecador do que fora dela. A concentração nas palavras não vinha porque tinha que ficar preocupado se estava acompanhando direito o festival de rituais feito por todos. Levantar, sentar, ajoelhar, levantar, sentar, ajoelhar. Tinha ainda que cantar músicas longas e bater palmas feito um robô. Sem contar nas olhadelas de lado que lançava toda vez que avistava um mocinha bonitinha. Na hora da hóstia ficava observando a cara de santo que todos faziam para recebe-la e pensava: "qual desses é o mais sacana na sua vida fora daqui?".
Não. Na igreja não conseguia me concentrar, e este deve ser outro motivo que fez diminuir minhas idas até lá. Quando troco umas palavras com Ele dentro do meu quarto, no silêncio da madrugada, a concentração é muito melhor e as palavras saem, no mínimo, mais sinceras que em qualquer outro lugar. Penso que é melhor assim..

terça-feira, 7 de maio de 2013

Policia enquadrada

Deve ser muito complicado ser policial no Brasil. A começar pelo salário de fome que nossos oficiais recebem todos os meses. Depois as condições oferecidas para exercer a profissão, ou a falta delas – viaturas, armamentos, munição, etc. Após enfrentar todos os desafios, o policial realiza seu trabalho com sucesso. Investiga, persegue, e prende, ou elimina o meliante, que é o caso que aconteceu no Rio de Janeiro ano passado e foi divulgado recentemente pelo Fantástico na rede Globo. Alheios a todas as dificuldades enfrentadas pela policia do Rio e sem dar valor ao trabalho deles, os órgãos governamentais vão agora investigar os meios utilizados no dia para realizar a operação. O que foi transmitido para a população foi um aparente abuso de poder e tiros que estariam colocando a vida da população em risco. Um tiroteio entre o helicóptero da polícia e os bandidos foi a única imagem transmitida e agora os policiais estão à mercê da justiça.
Muito típico dos administradores desse país. Ficam com suas bundas sentadas em cadeiras confortáveis durante o ano todo, ou ainda por anos a fio. Não se preocupam em oferecer à população carente o mínimo necessário para subsistência. Deixam traficantes nadarem às braçadas dentro das favelas e construírem verdadeiros impérios de terror. Muitos ganham suas regalias ainda com “arregos” no tráfico, do bicho, da prostituição, ou seja lá o que mais. Nessa bagunça toda onde o ganha-ganha é geral, menos por parte da população, estoura um escândalo desses e as autoridades resolvem agir. Sobra para os policiais, parte que fala menos alto nessa equação, e que agora provavelmente devem ser afastados de seus cargos e sofrerem penalizações.
E assim segue o Brasil. Esse episódio vai passar e ser esquecido como muitos outros. Os mesmos problemas vão continuar existindo e outros escândalos vão estourar. A população continuará alheia aos problemas como se nada tivessem a ver com isso. Afinal, a Copa já está aí. O Neymar está indo para a Europa. O Felipão vai divulgar a escalação da seleção. E outras coisas muito mais importantes que segurança e bem estar estão na iminência de acontecer. A população não tem tempo para reclamar.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Uma faca de dois gumes

Corinthians classificado para a final do Paulista. Com esse resultado o time fará semana que vem, três jogos em sete dias que podem selar seu destino no primeiro semestre do ano. Nos dois domingos jogos contra o Santos pela final do Paulista, e no meio da semana a partida decisiva contra o Boca pela Libertadores. Ontem os jogadores comemoraram muito a classificação em cima do SPFC, mas será que realmente foi boa para a temporada? É claro que nunca é bom perder, mas se lembrarmos do ano passado, foi exatamente uma derrota, contra a Ponte, que fez o time crescer e se dedicar totalmente à Libertadores culminando com sua conquista pela primeira vez na história do clube.
O excesso de jogos e a dificuldade em focar em uma competição podem ser determinantes na postura do time em campo e numa provável eliminação precoce na Liberta, onde precisa vencer bem em casa. Por outro lado esse mesmo fator pode levar o time a reencontrar seu modus operandi definitivo que consagrou ano passado e passar bem pelos dois adversários. Time pra isso tem! Mas a resposta só pode ser dada após o fim dessa jornada.
O professor Tite tem uma semana para trabalhar bem com seus jogadores. Testar opções e talvez, enfim, encontrar um lugar para Alexandre Pato. Depois disso é decisão em cima de decisão e qualquer bobeira pode significar uma tristeza para a Fiel. O objetivo é levantar o caneco nas duas competições, mas a impressão que fica é que, caso não passe pelo Boca, essa vitória contra o SPFC vai ser levemente lamentada pela maioria da torcida. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Empresa à deriva

Uma empresa, seja ela familiar, ou não, pode ser comparada a um barco pesqueiro em alto-mar.
Digo que pode ser familiar ou não, porque tratarei aqui com mais ênfase nas empresas dirigidas por famílias, onde nem sempre a organização é seu forte.
Como em um pesqueiro, a empresa precisa de uma meta, lucros e extremos cuidados para não “afundar”. E pede que todos os fatores internos e externos ligados a ela, sejam observados com o máximo de atenção.
Esses fatores podem ser comparados e estudados um a um, e veremos uma grande ligação entre eles. Vejamos:
Num pesqueiro, é o capitão quem escolhe o rumo que todos irão seguir, escolhe as regras, quem embarca ou não. Cuida dos mantimentos e dos detalhes para o barco navegar. Numa tormenta, toma todas as decisões. E é o grande responsável em caso de um bom dia de pesca.
Assim se torna óbvio que numa empresa, o capitão é o dirigente ou o “dono”. Esses substantivos serão sempre utilizados no singular, pois, por mais que se trate de um grupo de dirigentes, ou de uma família que
esteja à frente do negocio, as decisões precisam ser fruto de um consenso, visando ser as mais acertadas o possível.
Sabe-se que, num pesqueiro, por mais que o capitão escolha a rota e tome todas as decisões, ele precisa primeiro cuidar para que o mesmo continue navegando sem avarias. Para isso ele não pode ignorar nenhum
fator que colabore para o mesmo. O casco tem de estar intacto, os tripulantes empenhados, o motor funcionando e as redes tem de trazer peixes.
Veremos a seguir que todos esses fatores são de suma importância, e podem ser comparados a um setor específico de todas as empresas.

O Casco
O casco é o setor mais importante numa embarcação. Ele não pode ser ameaçado nunca, pois mantém o barco flutuando e dá proteção a todos. Por esses motivos, antes de tomar qualquer decisão, o capitão precisa pensar no casco, e vez ou outra, mudar a rota para que o mesmo não seja ameaçado.
Por isso o casco se trata do financeiro das empresas. Nada pode ser feito sem antes o financeiro ser consultado e ter aprovado.  Ele é o esqueleto da empresa, e uma vez que ele fique demasiadamente avariado a empresa tem grandes chances de ir à falência.
Por mais que o capitão queira seguir uma rota ele precisa prever os obstáculos no caminho e segurar o barco ou mudar a direção. Se uma empresa familiar toma atitudes pensando somente na família, ela tem grandes chances de prejudicar seu financeiro, e por conseqüência abalar o sistema todo.
O financeiro precisa ser respeitado e escolher quando se pode abrir o cofre para investimentos ou precisa conter os gastos, evitando o pior para todos.
Muitas empresas familiares desrespeitam essa regra, investindo valores indevidos em bens pessoais, que não tem interesse para a empresa, resultando num acúmulo de dividas que pode se tornar perigoso.
O financeiro está sempre disposto a distribuir os lucros e fazer investimentos, mas requer que seu ritmo seja seguido à risca, com muito planejamento.

As redes de pesca.
As redes trazem os lucros para a tripulação. Elas pescam os peixes, que são o grande objetivo da viagem, e precisam fazer isso com o máximo de competência. Sendo assim, as redes são chamadas de setor de compras nas empresas.
Num mercado com um grande número de concorrentes, principalmente quando se trata de micro e pequenas empresas, a diferença entre o quanto se gasta para produzir determinado produto e o preço final de venda, costumam ser cada vez mais próximos. Ou seja, para ganhar mercado muitas empresas precisam obedecer o preço final aceito pelo mercado.  Sendo assim, o setor de compras é determinante para os lucros das empresas. Uma vez que se compra bem e mantém uma boa relação com os fornecedores,
melhorando prazos e garantindo a matéria prima, terá mais facilidade de vender no preço de mercado e mesmo assim lucrar uma boa porcentagem no final.
O gestor precisa exigir o máximo do setor de compras e nunca se dar por satisfeito. Sempre existe uma negociação que pode ser melhorada ou um novo fornecedor querendo entrar no mercado. Mas vale lembrar que a boa relação com o fornecedor é primordial, pois não adianta comprar mais barato se não tem garantia de entrega do produto.

Os tripulantes e os mantimentos
Num pesqueiro os tripulantes nunca devem estar descontentes. Se tal situação ocorrer, o primeiro resultado é a queda geral no rendimento, e por conseqüência uma quantidade menor de peixes fisgados.
Os tripulantes não podem ter fome nem sede. Precisam ter boas condições de trabalho e quase nunca trabalhar à exaustão. Digo “quase”, porque se o tripulante estiver contente e mantiver uma boa relação com
sua equipe e capitão, quando se fizer necessário, seja numa tormenta ou num bom dia de pesca, ele vai trabalhar mais que o de costume sem reclamar.
Os tripulantes, é obvio, são os colaboradores da nossa empresa. Os mantimentos, o setor de RH.
Os colaboradores tem de estar contentes e comprometidos com os objetivos da empresa. Eles são a vitrine, e normalmente quem mantém o primeiro contato com os clientes.
Quem deve fazer esse quadro se tornar uma realidade é o setor de RH. E o gestor tem que tomar todo o cuidado para que ele obtenha sucesso. Para um colaborador estar contente não existe nenhum mistério. Deve-se remunerar de acordo com o merecimento; elogiar o trabalho quando necessário; garantir que a carga horária seja justa e se encaixe nas limitações da equipe; dar treinamento adequado; aceitar as sugestões e críticas; aplicar modificações e melhoramentos quando se fizer necessário.
Por outro lado, o setor de RH tem de evitar os “piratas” que se encontram pelo caminho. Não deixando que estes permaneçam muito tempo na empresa e não contamine os bons colaboradores.

O Motor
O motor tem sempre que estar trabalhando. Nunca deve ser desligado. Vez ou outra ele diminui a potencia, e só para totalmente, mesmo que por pouco tempo, se o clima estiver bom e o mar cheio de peixes.
Falamos aqui do setor de marketing e propaganda. Pois sempre se disse que a propaganda é a alma do negocio. Os maiores conglomerados empresariais do mundo deixam de divulgar sua marca e seus produtos. E não é possível que eles estejam enganados.
O marketing move a empresa e a faz alcançar novas metas e lucros. Mas essa área, como todas as outras, precisa sempre respeitar as decisões do financeiro. E só pode estar a todo vapor quando todas as outras áreas estiverem funcionando com extrema precisão. Pois não adianta alavancar as vendas se não tem condições de atender a demanda.

O capitão
Todo pesqueiro que possui um sábio capitão está fadado ao sucesso.
É óbvio que sempre haverá tempestades no caminho, mas um bom capitão saberá escolher a rota menos perigosa. Saberá, também, respeitar todos os setores e os manterá em ordem. Pois ele sabe que a embarcação tem de continuar navegando e trazendo lucros para todos os tripulantes.
Numa empresa familiar, onde existem vários capitães, é preciso que todos tenham esse conhecimento e não pulem as etapas. Todos devem saber que o que tem de ser preservado é a saúde financeira da empresa, e a
mesma tem de render frutos. Uma vez que a empresa estiver ameaçada, toda a família estará também, e isso acaba sendo prejudicial a todos.
A empresa tem de se manter firme no mercado e sempre continuar navegando.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Inimiga Soberba

Nesta quarta o Corinthians foi derrotado pelo Boca Juniors dentro da mística La Bombonera. Mas pode-se dizer que a derrota foi mais culpa do próprio Corinthians do que do desempenho do Boca. Os Argentinos tem um time que é somente a sobra do time finalista do ano passado – que já não era lá essas coisas – e se agarraram na história e na pressão que a torcida faz dentro dos seus domínios. O Corinthians por sua vez, vem sofrendo com um tipo de acomodamento que ataca diversos times multi-campeões, especialmente no Brasil. Uma soberba onde os jogadores sentem que podem fazer o resultado a qualquer momento e relaxam na raça e vontade de lutar. E quando um time cai nesse pecado ele é castigado pela bola e pelos “deuses do futebol”. Por isso esse é o esporte mais maravilhoso do mundo.
Mas, por outro lado, o Corinthians volta para o Brasil com um resultado “menos ruim” do que poderia ser. Apesar do perigosíssimo placar de 1x0 a situação é claramente possível de ser revertida. O maior trunfo da equipe é seu plantel recheado de jogadores de qualidade e que, com toda certeza, entenderam a lição recebida ontem. O clima dentro do avião deve ter sido de indignação para com eles mesmos pela vergonhosa atuação dentro de campo.
A resposta tem que ser dada dentro de campo, e já no próximo compromisso, contra o SPFC. A velha raça tem que voltar e o suor tem que escorrer vermelho. Como diria o professor Adenor “treino é jogo e jogo é guerra”. Com esse espírito aliado à qualidade técnica dos jogadores, muito provavelmente o Timão passará dessa fase da Liberta e chegará à final do Paulista. Fácil não vai ser. Nunca é. Mas é possível, e muito.

“O rato que tem medo” (Millôr Fernandes)


A história é bem simples. Um rato que depois de muito sofrer pede para um grande mágico transformá-lo em um gato. Não suportava mais ser perseguido e intimidado.
Nem bem foi transformado, ironicamente, passou a perseguir todos os ratos que encontrou. Porém, com inédita crueldade e efetiva precisão. Afinal conhecia com propriedade o modus operandi destrutivo dos ratos.
Viveu satisfeito até encontrar um cão – que então o persegue.
Implora mais uma vez para que mágico o transforme, dessa vez em um cão, e assim, por efeito da magia vai subindo sucessivamente a escala zoológica até chegar na iminência de ser transformado em ser humano.
Nessa passagem, o mágico, numa peripécia o transforma novamente num rato.
- Mas por que voltei a ser rato?  – pergunta o animal, transbordando frustração.
É com a sabedoria típica das fábulas que o Grande Mágico responde:
- De que adiantaria para o mundo mais um Homem com “coração de rato”!

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