sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Não deixe para o fim.


Eu não gosto dessa euforia que a morte das pessoas famosas causa. Assim, do nada, todos eram fãs, amavam e idolatravam. Fazem filas nos velórios, correm para aquele último "adeus" que o defunto sequer vai ouvir. Quando é familiar, em meio àquela choradeira, você percebe, se observar, que estão chorando por suas próprias deficiências, mágoas e arrependimentos. Talvez por não ter dado um abraço quando a pessoa ainda estava em vida, ou por pecados maiores. 

Mas o Jô me fez sentir algumas coisas durante o dia. Não é um sentimento triste da partida. É um sentimento ambíguo, quase que de felicidade. Se existe uma pós-vida, o Jô deve estar sorrindo à toa. Todo mundo compartilhando textos e falas que ele produziu durante a vida. E é cada trecho maravilhoso! Engraçado, poético, filósofo, realista... Deve ser um baita orgulho deixar um legado desses. Por isso me vem esse sentimento de satisfação, vendo alguém que cumpriu tão bem a sua passagem por aqui, e agora, essa passagem chegou ao fim.

Acho que para o Jô, sequer faltaram homenagens durante sua vida. Baita astro, e colheu todos os louros durante sua trajetória. Foi elogiado e homenageado incansavelmente. Mas, talvez, leitor, esteja faltando uma homenagem ao seu pai, à sua mãe. Talvez a um amigo ou um parente que não goze de fama. Talvez falte um abraço a alguém querido ou um simples "muito obrigado". Pense nisso. Não deixe para fazer suas homenagens ou os elogios frente a um corpo frio e pálido. Faça hoje. Faça agora! E quando essa pessoa se for, sorria!

terça-feira, 28 de junho de 2022

SEGREGAÇÃO CONDICIONADA

 


Os democratas e a esquerda mundial continuam com sua sina em dividir o mundo e em tentar destruir os valores conservadores. São pautas de ideologia de gênero, anticristãs, contra a família e contra a liberdade. Também continuam dividindo as pessoas em grupos ideológicos utilizando o pretexto de “união”, ao mesmo tempo em que os separam. Essa realidade já faz parte do nosso cotidiano e são utilizadas a mídia, a imprensa, as produções culturais e as instituições de ensino para que tal projeto siga tomando corpo. É uma doutrinação que era velada até pouco tempo e nos últimos anos passou a ser escancarada. Dessa maneira, restará aos conservadores, que por sinal, são a maioria, buscar soluções para defender seus princípios, suas crenças, bem como seu direito de constituir uma vida baseada na instituição familiar. Para tal, num futuro próximo, não restará outra opção a não ser unir-se e se auto-segregar em grupos que compartilhem dos mesmos valores e assim construir comunidades onde esses valores sejam disseminados.

Hoje, já temos uma opção de moradia que tem função similar, mas onde o principal objetivo é a segurança. Os condomínios fechados isolam parte de uma população da violência urbana que se alastra pelos centros e bairros das cidades e protegem as famílias e seu patrimônio. No futuro, caso a esquerda continue ganhando terreno, haverão condomínios similares e mais estruturados, onde se criará todo um aparato de subsistência para a comunidade local, com escolas, cinemas, hospitais, teatro, academias, diversão, templos religiosos e até mesmo trabalho, para que as pessoas possam se proteger da conseqüente invasão de privacidade e cerceamento da liberdade que os conservadores vem sofrendo. Serão estruturas bem maiores que as que conhecemos hoje e, provavelmente, mais afastadas das cidades, que rumam para um colapso urbano, caso os valores de esquerda e a impunidade contra criminosos continuem crescendo. Nesses locais as famílias que acreditam na conservação dos seus valores tradicionais, encontrarão a tranqüilidade para tocar suas vidas longe das arbitrariedades democratas e comunistas.

A tecnologia será parte fundamental desse novo modelo de comunidade, pois o trabalho home-office permitirá que as pessoas fiquem mais afastadas dos grandes centros, além de fornecer meios para que o ensino e o lazer virtual cheguem até as famílias. Hoje, já temos opções de entretenimento que selecionam os conteúdos fornecidos, como a BP SELECT da Brasil Paralelo, uma plataforma de filmes que preza por conteúdo livre de doutrinação esquerdista. No futuro, a tendência é que surjam mais opções desse modelo e ainda mais acessíveis. Dentro dessas estruturas de moradia, produtos similares estarão à disposição dos moradores em larga escala.

Ainda é cedo para dizer se tudo isso se tornará realidade e muito depende de como a esquerda continuará ganhando terreno políticos e nas instituições. A direita cresceu muito nos últimos anos, mas ainda não consegue combater com eficiência a sordidez e o alcance que os socialistas conseguiram dentro das instituições estatais. Mas é um fato que, caso os valores conservadores continuem sendo massacrados e destruídos, haverá um movimento amplo para que possamos defendê-los. Dou o nome desse futuro movimento de segregação condicionada.

domingo, 26 de junho de 2022

Os comerciantes estão sozinhos.


Na sexta-Feira da semana passada tivemos, em Londrina, o feriado do Sagrado Coração de Jesus, que acontece sempre na sexta-feira subsequente ao feriado nacional de Corpus Christi. Durante a semana o comercio de Londrina viveu mais um dos costumeiros dilemas aos quais é submetido em todas as datas similares no calendário: comerciantes sem saber se poderiam abrir as lojas, empregados sem saber se teriam que trabalhar e clientes sem saber se teriam o que comprar.  

Somente existência desse feriado nessas condições bem específicas já é uma falta de respeito com a população da cidade. Um feriado programado para cair numa sexta, bem na semana seguinte onde já tivemos outro feriado. E para complicar mais, a ACIL, instituição da cidade que deveria prezar pelos interesses dos comerciantes, deu mais um show de incompetência e amadorismo. Durante toda a semana do feriado, passou discutindo detalhes e decidindo se o comercio abria ou não. É tão amadora essa situação que fica até difícil criticar. Então vamos pensar como deveria ser feito: A ACIL deveria ter esse calendário já planejado e bem estipulado desde o começo do ano, no mínimo! E para incentivar o consumo poderia criar campanhas e promoções juntos aos comerciantes. Mas não. A instituição sequer sabe se o comercio vai poder abrir e deixa para decidir tudo em cima da hora. O resultado não poderia ser pior. As lojas abriram, os clientes não foram e ficou todo mundo descontente. Os comerciantes ainda em situação pior, pois terão que arcar com os custos inflados pelas horas extras.  

Não é segredo que o comercio de Londrina enfrenta sérias dificuldades. Mas é uma tristeza que estejam tão abandonados e solitários nessa luta. A ACIL não somente deve se profissionalizar para fazer um trabalho decente, como tem que rever junto aos vereadores a necessidade desse feriado. Um pequeno comercio tem por mês aproximadamente 25 dias uteis para trabalhar. O máximo que o calendário permite são 26 dias. Pois bem. As pequenas empresas trabalham cerca de 23 ou 24 dias apenas para pagar os custos e despesas, sobrando 2 ou 3 dias para fazer algum lucro (as que estão lucrando). Toda vez que temos feriados, a saúde financeira dessa empresa é extremamente prejudicada, pois as vendas não são acumuladas em outros dias. Portanto é necessário que o município reveja suas prioridades a fim de planejar adequadamente o futuro da cidade. E a ACIL já passou da hora de começar a fazer um trabalho profissional e responsável. Não é possível que seja uma instituição tão amadora ao ponto de não planejar adequadamente um simples feriado municipal. Até que isso não aconteça, os comerciantes continuarão sozinhos na sua luta. 

terça-feira, 24 de maio de 2022

Vou repetir: não há terceira via!


Faltam aproximadamente cinco meses para as eleições desse ano e já podemos dizer que são as eleições mais importantes desde a implantação nova constituinte. Isso se dá pelo fato de que nos encontramos no ápice de uma polarização política nunca antes vista no país. São dois lados bem claros. São dois candidatos bem fixados nos seus valores e opiniões e dois eleitorados cada vez mais convictos de sua escolha. Portanto, por mais que tentem ou que reclamem, eu repito: não há uma terceira opção!

A tal terceira via até que tentou. Com Bolsonaro e Lula liderando todas as pesquisas os candidatos que sobraram tentaram de todas as maneiras angariar os milhões de votos de indecisos ou de anti-bolsonaristas e anti-lulitas. Mas nenhum deles percebeu – ou percebeu, mas não tinha o que fazer – que essa eleição é, desde o início, entre esquerda e direita como nunca visto antes. O ideal de terceira via até que era um bom plano, talvez o melhor. A idéia vendida era que todos os candidatos se reuniriam em debates ou conferencias para discutir quais os seus projetos e quais as chances reais de cada um. Dessa maneira, em conjunto, decidiriam o representante e todos os demais o apoiariam, e ao mesmo tempo, definiriam junto as prioridades para o país e para o projeto de governo. Essa união, segundo eles, seria capaz de bater de frente com o favoritismo de Lula e Bolsonaro e assim a terceira via passaria a ser um sonho real. Eles só esqueceram que a política também é feita de orgulho, paixões, e apreço pelo poder. Todos estavam confiantes no projeto, com a condição de que ele próprio seria o escolhido e ganharia o apoio dos demais, como num passe de mágica ou em um conto de fadas. Foi assim com Moro, Mandeta, Leite, Dória, Bivar, Tebet e qualquer outro que sonhou o sonho junto. Esqueceram apenas do mais importante: perguntar para o povo brasileiro. Se tivessem feito, teriam economizado, tempo, energia e dinheiro.

A verdade dessas eleições é que os candidatos em si não significam de fato a motivação do voto. Mas as idéias às quais eles se tornaram naturalmente representantes. É uma eleição de direita x esquerda, de socialismo x capitalismo, de menos estado x estado inchado, de liberdade x regulações, de família x aborto, de educação de qualidade x doutrinação, de Deus x Caos. São essas as questões que estão na pauta de discussões. A esquerda tenta dar uma maquiada em alguns temas e escondê-los do debate, mas a base da sua ideologia não deixa. E é com essas pautas que chegaremos às urnas no dia do pleito. Será uma eleição de definição das próximas décadas para nosso país e quanto mais o povo discutir e ter argumentos para definir suas posições, melho. Espero sinceramente que não voltemos ao caminho do socialismo, e que as pessoas percebam rapidamente que ficar em cima do muro, não é mais uma opção.

terça-feira, 19 de abril de 2022

terça-feira, 8 de março de 2022

Nunca foi tão fácil escolher

 


A eleição desse ano tinha tudo para ser a mais imprevisível e disputada das últimas décadas. O cenário político brasileiro está extremamente polarizado, mas com seus dois principais candidatos com altos níveis de rejeição. Bolsonaro carrega consigo os estigmas de suas falas grossas e atrapalhadas e um governo com três anos de pandemia que não permitiu tocar os projetos de reforma como ele queria. Lula, bem, sobre esse nem é preciso dizer muito. É O LULA. Esse cenário trouxe a possibilidade de diversos novos nomes surgirem para se colocar como uma terceira opção, ou terceira via. E o brasileiro não pode reclamar de falta de variedade. São grandes nomes (ou eram) que tinham pouca rejeição e muito terreno a ganhar, mas em apenas dois meses de 2022 foi tudo por água abaixo:

Moro: Esse com certeza era o principal nome. O ex-juiz era, há poucos anos, um grande herói nacional. Capitaneou a operação Lava Jato, a maior até então na luta contra a corrupção e colocou diversos corruptos atrás das grades. Tem um passado ilibado e grande moral para enfrentar os adversários, quase todos com alguma rusga grave no passado, na seara da ética e bons valores. Mas Moro cometeu absolutamente todos os erros possíveis e fez muitas escolhas erradas. O principal deles, talvez, tenha sido sair do governo, onde foi ministro da justiça, fazendo acusações graves, mas sem apresentar provas. Quando o vídeo da tal reunião entre ministros saiu, Moro perdeu muito da sua credibilidade com o eleitorado da situação. E piorou: Moro se vestiu num personagem com posicionamentos neutros para tentar agradar a todos. Ao mesmo tempo em que batia no governo, batia na oposição e quando era questionado em temas polêmicos como desarmamento, aborto ou liberação das drogas, insistia em ficar em cima do muro. Nos seus discursos ele tinha apenas frases vazias sobre grandes problemas, dizendo que iria resolver tudo, mas sem nunca indicar por qual caminho seguiria, e apenas prometia “colocar no projeto”. Bem, talvez nem tenhamos tempo de ver tal projeto, pois Moro também se aliou ao grupo mais contraditório e instável do país, o MBL. E para jogar as últimas pás de terra sobre as chances dele, os “jovens” da sigla trataram de fazer uma auto-sabotagem inacreditável nas últimas semanas, passando por discursos que vão desde a apologia ao nazismo, ao machismo, e ao turismo sexual. Foi uma bomba atrás da outra, bem no momento em que Moro se colocou ao lado dos “meninos”. Para dar fim, o marqueteiro de Moro parece mais ser um agende duplo infiltrado do que um profissional de marketing, pois nada faz pela carreira do ex-juiz. Ou tudo que faz, parece ser ruim. Um misto de amadorismo com falta de tato político. Não vai ser dessa vez! Seria melhor vê-lo disputando uma vaga ao senado nesse pleito para que possa continuar seu desenvolvimento político.

Dória: Eis aqui um caso curioso. João Dória, apesar dos seus posicionamentos polêmicos durante a pandemia onde optou por quebrar a indústria e o comercio de São Paulo sendo rigoroso ao extremo com as medidas de contenção da Covid 19, não vem fazendo um governo terrível. Dória se destacou ao tomar para si os louros da produção de vacinas pelo Butantan e tem ao seu lado o estado de maior PIB do país. Mas Dória é um robô. Ele parece falso até para dar bom dia. Tudo que ele faz parece ser minuciosamente planejado e calculado. Cada sorriso, cada palavra, cada terno que usa. Por algum motivo a população brasileira se convenceu a não acreditar em pessoas artificiais assim. O povo gosta de sinceridade e prefere ouvir uma bobagem honesta a uma frase sábia pensada e calculada previamente. E claro, Dória traiu o governo ao se tornar oposição logo após se aproveitar do efeito Bolsonaro das eleições de 2018. E essa escolha tem se mostrado fatal para quem vai por esse caminho.

Ciro Gomes: Ele não tem nada de novo. Já participou dos governos Lula como ministro, já foi governador do seu estado e já disputou diversas eleições para presidente. É muito conhecido do eleitorado. E por incrível que pareça é, novamente, quem deve se colocar como terceira opção e deverá ficar em terceiro lugar no pleito. Ciro tem vantagem por sem um “macaco velho”, como se diz popularmente. Ele tem as palavras doces de acordo com a situação e o público, mas não soa falso como o Dória. Sabe se colocar e, não posso negar, tem muito conhecimento sobre diversos temas importantes como direito e economia. Mas é o Ciro, né? É adepto à escola de economia Keynesiana, onde defende uma participação cada vez maior do Estado na vida da população, em oposto ao Ministro Guedes, que defende menos estado e mais liberdade. Não é preciso pensar muito para concluir que, após os abusos da pandemia, o brasileiro não quer de maneira alguma mais Estado para ditar os rumos da sua vida. E claro, sempre que vamos chegando perto do pleito, o Ciro esquece de tomar seu Rivotril e acaba mostrando sua verdadeira face: um centralizador com anseios de ditador que quer liderar um estado com cada vez mais poder sobre a população e, se possível, sem oposição. Se temos medo de ditaduras, o candidato que mais tem chances de se tornar um ditador caso eleito Presidente, é o Ciro Gomes.

Esse é o cenário que se apresenta nesse momento. Ainda temos outros nomes, como Eduardo Leite – que foi preterido nas prévias do PSDB, um erro, pois tem uma rejeição muito menor que a de João Dória e um perfil que pode render muito crescimento junto ao eleitorado – e claro, os partidos nanicos de sempre como PSOL, e a Marina Silva, que deve estar em processo de descongelamento nesse exato momento. Mas a grande escolha deve ser entre Jair Messias Bolsonaro e Lula. Para ambos os eleitorados, nunca foi tão fácil escolher. Resta saber qual dos dois vai conquistar os votos do restante decisivo da população. Por hora, acho que teremos mais quatro anos de Bolsonaro para irritar alguns e encantar outros.


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