segunda-feira, 18 de abril de 2016

Impeachment, todos perdem.

Neste domingo foi votado, e aprovado na câmara dos deputados o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Durante toda a negociação política que antecipou o fatídico ato dos deputados, o Brasil se polarizou, e se transformou numa verdadeira guerra de torcidas organizadas contra e pró a presidente. Após a votação, um lado comemorou e o outro chorou. Entretanto, todos os brasileiros perdem com mais esse episódio lamentável da política tupiniquim. O que se viu na câmara foi mais um show de horrores, que reflete o fraquíssimo grau de capacidade dos políticos em Brasília. Personagens caricatos e extremistas tomaram mãos do microfone e apresentaram nenhum conhecimento técnico da causa, e sim, muito ódio e defesa apenas dos seus interesses, sem nenhuma preocupação com o futuro político da nação.
À presidente Dilma, de mãos atadas, resta aguardar os procedimentos no Senado, mas nada deve salva-la. Talvez, Dilma não tenha as mãos totalmente sujas, nem seja mentora dos desvios que causaram os escândalos que levarão à sucumbência do seu governo, todavia, é fato que ela já não possui nenhuma condição de governar. O presidente da república tem o principal papel de liderar o país frentes aos desafios diários, e para tal, precisa possuir um perfil de liderança, para que todos sintam confiança em segui-lo. Dilma nunca teve esse perfil. Apenas tomou proveito das condições deixadas por Lula, e com isso governou seis anos. Nos últimos meses, Dilma foi traída por sua incapacidade ao tomar medidas trágicas, e por sua falta de dialética ao fazer discursos vergonhosos e sem sentido algum, que ganharam fama nas redes sociais e acabaram com o que restava da sua reputação.
Hoje, o Brasil vive seu segundo processo de impeachment em menos de trinta anos da nova constituição. É algo impensável em países desenvolvidos cultural e politicamente. Entretanto, não é muita novidade por aqui. O país paga caro por ser uma criança, no que diz respeito à história e desenvolvimento. O Brasil sofreu durante centenas de anos, com os abusos das potências colonizadoras que apenas levaram as riquezas de suas terras. Durante esse período, nenhum investimento considerável foi feito por aqui. Hoje, o que se vê na população é um grau de cultura lamentável, quase nenhuma noção ética e representantes políticos que em nada diferem dos seus eleitores.
Talvez esse triste processo que o país enfrenta seja necessário para seu desenvolvimento como nação. Se fosse quinhentos anos no passado, o país estaria em plena guerra civil, com a sociedade em caos e muitas vítimas. Muitos países passaram por isso. Aos tempos atuais, e à passividade desse povo, não cabe mais esse tipo de ação, e resta ao brasileiro acreditar que, dessa guerra política, sobrem bons frutos para se colher num breve futuro.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Moro vai seguir a carreira política!

O Juiz Sérgio Moro jogou tudo no ventilador com a publicação de escutas telefônicas do, agora, Ministro Lula e da presidente Dilma Rousseff, dentre outros parceiros políticos. Essa atitude, aparentemente foi um desabafo frente aos desmandos e falta de vergonha na cara que o sistema político e legal brasileiro propicia aos que detém o poder. Muitos juristas e comentaristas políticos consideram as escutas e, principalmente, sua liberação para a imprensa uma manobra ilegal e até inconstitucional. Entretanto, não é de se admirar que o Juiz Sérgio Moro esteja estarrecido e desacreditado com a justiça brasileira. Ou será que alguém em sã consciência acredita que o STF vai julgar e punir Lula, Dilma e toda a sua corja com o rigor que se faz necessário?
Essa manobra de Moro foi claramente política, mesmo que não seja totalmente legal ou constitucional. Ele se viu acuado e sem alternativas quando a presidente Dilma usou outra manobra, essa sim, “legal”, para proteger seu padrinho político. Moro, que trabalhou arduamente no processo da Lava-Jato, teve, de um dia para o outro, todo o seu trabalho tirado das suas mãos, e junto com ele, qualquer perspectiva de justiça. Restou a ele, escancarar publicamente toda a podridão que testemunhou durante as investigações.
Depois dos ocorridos, talvez, Moro seja penalizado e sofra as consequências, mas tenho certeza que ele já sabia disso quando tomou essa importante decisão. O Juiz Moro fez de tudo para fazer com que as leis fossem cumpridas, mas não se pode mais acreditar nas leis brasileiras. É claro e legitimado o processo da criação de leis para favorecer corruptos no Brasil. Os políticos pavimentam os caminhos para proteger a si próprios das suas falcatruas e corrupções que acometem enquanto estão com o poder nas mãos.
O Juiz Sérgio Moro é hoje o ultimo pilar de sustentação de fé do brasileiro na justiça, legalidade e honestidade, e por incrível ironia, ele já não pode acreditar nas leis brasileiras. Mas ele sabe que as leis existem, e nem sempre são criadas para se fazer justiça. Resta agora a Sérgio Moro abandonar sua carreira de Juiz, e partir para a política, para lutar por uma reformulação total no sistema legislativo brasileiro. Tem meu voto!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Livre comércio de serviços

O Brasil vem enfrentando uma série de manifestações e confusões nos grandes centros, onde taxistas se mostram revoltados com a atuação do Uber, um sistema maravilhoso de serviços de carona que levam pessoas de um local ao outro prestando um serviço muito melhor que o taxi convencional - e por um preço relativamente mais baixo. Ao mesmo tempo, milhares de pessoas vão às ruas reclamar dos aumentos de passagens de ônibus, vans, trens e metrôs, que todos os anos inflacionam incrivelmente, e muitas vezes sem prestar as devidas contas. Além desse contexto, somos obrigados a pagar todos os dias por serviços controlados pelo governo, que limita a um número, que ele considera ideal de prestadores para regular o mercado.
O Governo não tem, sequer, a capacidade de gerir suas tarefas mais básicas, como saúde, educação e segurança, mas ao mesmo tempo quer travar o livre comércio nesses setores que são de suma importância para o cidadão comum.
Qual o problema do Uber? Ele vem agregar e melhorar o sistema de transportes, fazendo com que as pessoas utilizem menos seus veículos próprios. Por que não existem empresas alternativas de transporte de passageiros em ônibus? Seria muito mais fácil abrir a concorrência e liberar aos empreendedores colocar mais ônibus nas ruas trabalhando em rotas que tenham demandas, e dessa maneira oferecer serviços melhores e mais baratos. Por que temos que ir a um cartório e pagar sete reais apenas para reconhecer uma assinatura? Com as maravilhas da tecnologia poderiam existir mais empresas responsáveis por organizar e registrar esses documentos, mantendo banco de dados online e acessíveis por qualquer pessoa.
O livre comércio é senhor de si próprio, e se molda sempre em favor do consumidor. Não existem preços abusivos quando não existe regulação, burocracias ou cartéis. Quando as empresas tem que brigar de maneira igual pelo cliente em potencial, sempre vai vencer o menor preço, ou o melhor custo-benefício. Dessa maneira, quem ganha é sempre o consumidor!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Crise na PEL II

Algumas dezenas de mulheres, que se dizem parentes de detentos da PEL II, estão travando todo o transito da PR 445 desde a noite de terça-feira. Tudo parado por ali. Quem precisa passar por aquele trecho para sair ou entrar em Londrina está parado num engarrafamento que já conta com quilômetros de extensão. O Motivo? As senhoras exigem a entrada dos Direitos Humanos na penitenciaria, que recentemente foi destruída pelos detentos.
Essas senhoras, que tem muito empenho em protestar, não tem alguma ocupação? Como podem ficar dias a fio em campana promovendo o caos? Provavelmente muitas delas não estão preocupadas em ter um trabalho ou responsabilidades. Já recebem todo mês o famoso Auxílio Reclusão, e estão com suas vidas medíocres garantidas durante o tempo em que seus conjugues estiverem detidos pelo sistema penal. Elas não tem que se preocupar se alguém vai ter prejuízo com suas ações.
Segundo informações da imprensa, as condições internas da penitenciaria são gravíssimas e resta à força policial manter os presos na parte externa das celas (destruídas) e fazer vigilância 24 horas por dia. As autoridades estão corretas em não deixar ninguém mais entrar dentro do presídio. As chances de novos reféns e mais vítimas são enormes. Ninguém pode prever o que um criminoso vai fazer na primeira oportunidade que lhe for dada.
Já fui assaltado e tive uma arma apontada para a cabeça por mais de meia hora. Nesses momentos qualquer noção de humanidade lhe é furtada, pois aquele que aponta a arma pode decidir puxar o gatilho, e sua vida terá fim instantaneamente. Ninguém dos Direitos Humanos apareceu para perguntar se estava tudo bem ou algum trauma tinha ficado. Mas quando os criminosos quebram toda a penitenciaria e promovem  a balbúrdia, inclusive assassinando outros detentos, logo os Direitos Humanos correm lá para saber se os "coitadinhos" não estão sofrendo abusos.
Este cenário social reflete uma inversão de valores que não tem fim. O Cidadão comum se tornou um refém que não tem para onde correr. Ora está sendo ameaçado por bandidos, ora está sendo roubado por políticos. A pouca noção de liberdade e paz cada dia mais é furtada dos nossos lares, e o mais grave de tudo: estamos nos habituando com tudo isso.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Deixa o cara morrer em paz...

Quanto burburinho em decorrência da morte do cantor Cristiano Araújo. Milhares de inconformados invadiram as redes sociais reclamando da abrangente cobertura feita pela Rede Globo sobre a morte do famoso artista – ou nem tão famoso assim, segundo muitos. Dizem ser um absurdo a Rede Globo de televisão disponibilizar tanto tempo e tratar como chefe de estado um cantor desconhecido por grande parte do público.
Algumas perguntas surgem em conseqüência dessa reclamação toda. Afinal, por que vocês assistem a Rede Globo então? Esse é o produto que ela vende. Vende notícia, vende tragédia, vende fofoca! A Rede Globo de televisão e todas as empresas ligadas a ela vivem de audiência. Gostem ou não, a notícia de uma morte trágica, como foi a do cantor e da sua namorada, atrai muita atenção e apelo do público-alvo da emissora. Por conseqüência disso, ela foca nessa notícia, e todos os envolvidos ganham muito dinheiro com isso. E você, que tanto reclama, está ajudando a pagar a conta! Existe uma regra básica e preciosa no mercado: Crie produtos para atender as necessidades do seu cliente. E se tem um público que tem necessidade em fofocar e dar pitacos na vida alheia, este é o público brasileiro.
A galera do “Mimimi” diz que o cantor era um mero desconhecido. Mas será que eles fazem alguma idéia do tamanho do público ao qual estão se referindo? O Brasil tem uma população superior a duzentos milhões de pessoas e provavelmente mais da metade delas gosta de música sertaneja. Então tenha certeza, muita gente ficou realmente triste e abalada com a morte do cantor e ficaram ligados na TV para saber as últimas notícias. Claro que muita gente também foi no embalo da toada, mas ainda assim, são expectadores sedentos por notícias e parte do mercado.
Como se já não bastasse o burburinho todo, o apresentador Zeca Camargo foi dar sua opinião sobre o assunto, criticando a fraca diversidade cultural brasileira, a comoção exacerbada em decorrência da tragédia, além da exagerada cobertura da mídia. Pobre Zeca, se meteu num mato sem cachorro ao comprar uma briga com o público geral e com seu patrões ao mesmo tempo. E qual foi o pecado do Zeca? Ele se esqueceu que é proibido ter opinião, além de ser quase fatal expressá-la ao grande público. As únicas opiniões aceitas são as que seguem o modismo e estão de acordo com os padrões da galera do “mimimi”. Se estão defendendo a união homoafetiva, trate de ser a favor, caso contrário correrá um sério risco de ter ser perfil no facebook execrado por todos. Se estão achincalhando os pastores, faça o mesmo ou fique em silêncio. E por ai vai...
Dessa maneira seguem as redes sociais, com maravilhas imensuráveis e discussões idiotas que nada vem a somar. Tudo depende do quão ocupados são os seus contatos que nelas se encontram.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Contra a redução da maioridade penal

Se você começou a ler esse texto na esperança de ver uma saraivada de argumentações vazias sobre as maravilhas do ECA e as injustiças na redução da maioridade penal, vá com calma. O problema é bem mais complexo que reduzir em um ou dois anos a idade mínima para punir criminosos.
É fato que existe o ECA e, no papel, ele realmente parece ser muito eficiente. Prevê uma serie de punições e medidas socioeducativas a menores infratores e, num país decente e organizado, funcionaria de maneira positiva. Acontece que no Brasil, a desorganização, a burocracia e a falta de estrutura, fazem com as leis não sejam aplicadas de maneira devida. É fato também que seria uma injustiça lançar jovens recém chegados no mundo do crime dentro dos presídios brasileiros, onde impera o crime organizado, e o real objetivo de ressocialização se transforma num PHD para o mundo do crime.
A situação se tornou tão complexa e descabida que uma simples redução na maioridade penal não vai surtir efeito algum nos menores que debandam ao mundo do crime. Mas uma coisa não pode ser negada, existem jovens e jovens.  Menores infratores que cometem crimes leves, ou que não possuem longos antecedentes criminais, realmente devem ser beneficiados por leis menos rigorosas e devem ser mantidos longe dos chefes do crime organizado, pois a eles ainda resta esperança de ver o quão tortuoso é o caminho que estão seguindo e podem ser inseridos novamente na sociedade justa. E de fato a barreira dos dezoito anos é uma boa idade de limite para estes. Mas é uma falta de respeito e uma verdadeira injustiça para com o cidadão honesto, quando marmanjos, já experientes e infiltrados mundo do crime, são beneficiados pelas mesmas leis que os primeiros aqui citados. Cometem latrocínios, homicídios a sangue frio, ou assumem crimes de maiores infratores, e depois de pouco tempo encarcerados se vêem livres para cometer novas atrocidades. Estes, independente da idade, devem ser julgados e punidos de acordo com a gravidade do crime cometido, a ainda mais, de acordo com o dano causado à sociedade ou ao cidadão honesto e sua família.
Para decidir em qual instancia o jovem deve ser julgado, seria necessário um pré-julgamento onde um juiz analisaria os vários fatores que levaram o jovem a cometer determinado crime, e assim, depois da definição, ele ficaria disponível aos rigores da lei. Seja sendo beneficiado pelo ECA, ou à mercê de longos e duros anos numa cela fria e imunda em qualquer presídio brasileiro.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Bolsomito!

Jair Bolsonaro é uma figura impar dentro do famigerado sistema político brasileiro. O deputado federal sempre teve um lugar de destaque na mídia por causa do seu temperamento forte, opiniões contundentes, polêmicas, e discussões acaloradas com outros políticos flagradas pelas câmeras. Um desses bate-bocas tem estado ainda mais em evidência nos últimos dias. Trata-se do episódio no qual foi acusado de estuprador por Maria do Rosário e retrucou dizendo que jamais a estupraria, e concluiu chamando-a de vagabunda. A deputada entendeu como quis e armou um barraco frente às câmeras, com direito à lagrimas e saída estratégica se fazendo de única vítima.
Neste triste episódio da política brasileira, Bolsonaro deu mais uma mostra de que não se cala ou se omite frente aos opositores. Por mais que sua conduta seja reprovável numa série de pontos de vista, é preciso respeitar seu forte posicionamento e convicção. Além do mais, ao contrario dos esquerdistas, Bolsonaro aceita opiniões contrárias às dele, e as refute com argumentos, bons ou ruins, mas nos quais acredita veementemente.  Os esquerdistas, por sua vez, raramente aceitam opiniões opostas, e consideram qualquer um que pense diferente deles, um criminoso de alta periculosidade que põe em risco a democracia que eles acreditam existir no país.
Pode ser que Bolsonaro seja o ponto de equilíbrio que a política necessita para chegar a algo que seja bom para o povo. Por defender suas ideias, até as mais polêmicas, ele cria um peso que pode levar as decisões para o centro das opiniões, o que normalmente traz benefícios a maior parte da população. Por mais que chegue a ser um personagem caricato em algumas situações, Bolsonaro precisa, e deve, ter suas opiniões respeitadas por todos, afinal, esse é um direito constitucional. Soma-se a isso sua trajetória política e conduta como cidadão, onde não existem motivos para botar sua idoneidade em cheque. Vale lembrar que o mesmo não pode ser dito da alta cúpula que ocupa o poder a mais de uma década.
Aparentemente Bolsonaro não está sozinho, considerando-se  que foi o Deputado mais votado pelo estado do Rio de Janeiro. Isso me faz pensar que o Brasil deveria ter mais políticos dessa estirpe. Continue, Bolsonaro, e saiba que no caso Maria do Rosário, suas respostas foram simplesmente maravilhosas!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

G12 do Brasil. Em breve G6.

O futebol brasileiro, historicamente, sempre contou com doze grandes clubes. Os quatro de SP e Rio, e os dois do Rio Grande do Sul e de Minas. Mas os rumos e resultados dos últimos anos tendem a mudar esse cenário e podar esse número pela metade.
Em São Paulo, apenas dois dos quatro grandes conseguem manter seu orçamento em dia e buscar resultados na maior parte dos campeonatos que disputam. O Corinthians, depois de um 2007 negro, se reorganizou politicamente a caminhou firme para se tornar uma das grandes forças do futebol brasileiro. O São Paulo, apesar de não conquistar grandes títulos nos anos recentes, nunca deixou de brigar por eles, figurando sempre entre os grandes. O Palmeiras, com o recém acesso conquistado à série A do Brasileirão já corre risco mais uma vez de ser rebaixado e ter que disputar mais uma vez a série B. O Santos é sempre uma grande surpresa. Quando aparenta estar rumando para o fundo do poço, se vale da sua mística e revela um grande craque do futebol brasileiro. Até agora tem funcionado, mas ate quando?
Os clubes do Rio vão de mal a pior. O único com reais chances de se restabelecer num curto prazo é o Flamengo. Mas os escândalos administrativos, discórdias e uma verdadeira bagunça burocrática não deixam sua enorme torcida levantar o time. O Fluminense, se não fosse pelo STJD, estaria disputando a série B hoje, junto ao Vasco. Mas os tricolores tem um patrocinador forte e sempre algumas cartas na manga. O rival de São Januário e o Botafogo estão atolados em dívidas. Não conseguem honrar os vencimentos a alguns anos e devem frequentar as partes inferiores das tabelas por um bom tempo. No Rio, não sobra ninguém entre as grandes forças.
Os clubes gaúchos e mineiros tem se mantido estáveis e tem tudo para encontrar o equilíbrio financeiro e esportivo, mantendo seus lugares entre os grandes e disputando títulos todos os anos. Os mineiros merecem um destaque especial, pois tomaram conta do futebol brasileiro esse ano, disputando juntos os dois campeonatos nacionais e apresentando um futebol de alto nível.
Nada vai apagar da história as épocas gloriosas dos times que vão mal das pernas hoje em dia. Mas se suas administrações não tomarem atitudes urgentes, e a própria CBF não rever pontos críticos do futebol brasileiro, o número de grandes times vai diminuir. E com menos times, o futebol brasileiro tende a perder como um todo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Vote com responsabilidade!

O Brasil é um país realmente maravilhoso. Nenhum outro país possui uma combinação de tantas maravilhas naturais e clima tão agradável. O Brasil possui praias lindas, florestas e bacias hidrográficas abundantes. Aqui existe um dos povos mais acolhedores e felizes do mundo! Mas qual a porcentagem da população brasileira que tem o privilégio de viajar e aproveitar um pouco das maravilhas existentes nesta terra? A maioria dos brasileiros não pode se dar ao luxo de fazer isso nem ao menos uma vez na vida. Isso acontece por que aqui também existe uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Aqui as oportunidades não são iguais para todos.
Não falta dinheiro ao Brasil. O que falta são políticos decentes para prover à população melhorias necessárias e concretas para que a desigualdade social diminua. Sobra ao Brasil políticos corruptos que chegam ao poder com a maléfica intenção de ficar eternamente por lá e corromper todo o sistema, que já capenga à mercê da corrupção.
A cada quatro anos o brasileiro tem a oportunidade de expulsar essa escória do alto escalão administrativo do país. Mas infelizmente esse povo tem pouca ou nenhuma noção da importância do seu voto. O brasileiro desperdiça sua mais forte arma democrática banalizando e votando no primeiro candidato que lhe apresente o sorriso mais agradável. Esse cenário agrada o corrupto e coloca um peso a mais no nosso processo de desenvolvimento, que já é tão demorado e doloroso.
Neste Domingo, pense bem no que fará quando estiver em frente a urna eletrônica. Não jogue seu voto no lixo e não entregue ele a qualquer desconhecido. Veja se seu candidato tem noções administrativas e conhecimento técnico sobre o que significa administrar um país. Não vote em palhaços, terroristas ou preconceituosos. Nada contra os palhaços, mas administrar um país não é brincadeira!
Os candidatos mais preparados e de palavras bonitas também não são santos. Nenhum que está no alto escalão é! Mas com pessoas com conhecimento técnico e preparo, o sistema democrático e o desenvolvimento do país tendem a evoluir de maneira mais rápida. E temos pressa! Cuidado com partidos que tentam se perpetuar no poder. A representação do país precisa mudar de mãos, caso contrário, o sistema fica dominado por pessoas perigosas.
Vote com cuidado! Vote com responsabilidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Futebol em total decadência.

O futebol brasileiro já foi reconhecido como o mais brilhante e criativo. Não à toa, o país é reconhecido como “país do futebol” mundo afora. Outrora, o esporte apresentava grande glamour e em campo desfilavam verdadeiros craques da bola, preocupados sempre em buscar o gol ou fazer jogadas plásticas que embasbacavam os espectadores, fanáticos pelo futebol arte.
Hoje o futebol brasileiro caminha no sentido contrário. Em campo já não se encontram jogadores com tamanha genialidade dos craques antigos. Os poucos que aparecem logo abandonam os campos brasileiros para atuar no exterior. Não bastasse a debandada, os que ficam, vão se tornando verdadeiros burocratas da bola. Qualquer jogada um pouco mais forte é motivo para minutos de reclamações e caras e bocas de dor e angustia, para logo depois, o jogador estar de volta ao campo como se nada tivesse acontecido. Os árbitros, coitados, além de não receberem o devido status de profissional que merecem, perderam totalmente o respeito dentro em campo, e fora dele, são cobrados como se fossem máquinas blindadas a erros e enganos.
O sistema de disputa do principal campeonato colabora para o esporte se tornar ainda mais desinteressante aos olhos do público. Com a adesão dos pontos corridos, quando um time se desprende o pelotão principal e ganha vantagem, fica muito difícil de ser alcançado pelos demais, e acaba com os sonhos dos torcedores prematuramente. Quando mataram o mata-mata, acabaram também com as chances de grandes viradas no campeonato, ou com o fator surpresa, onde o pequeno podia eliminar o grande e galgar conquistas maiores.
A vontade de vencer foi tomada pelo medo de perder, e em campo os times ficaram acuados, preocupados somente em se defender, deixando a busca pelo gol à mercê de uma jogada de sorte ou de bolas paradas. Os técnicos se especializaram em táticas que pareciam ser modernas, mas esqueceram de mandar seus jogadores ao ataque, buscar o improviso, a essência do futebol arte.
Os reflexos da decadência do esporte no país já começam ser sentidas pelas principais redes de TV e pelos patrocinadores. A cada rodada a audiência recua e começa a preocupar os chefões e cartolas do esporte. A esperança é que, sentindo o baque no bolso, eles comecem a tomar atitudes para devolver aos brasileiros seu grande orgulho nacional.

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