quinta-feira, 13 de abril de 2023

Ainda existem boas pessoas.

 

Hoje foi dia de fazer algo que tenho pavor: enfrentar a burocracia do Estado brasileiro. Como já sou vacinado contra isso, juntei todos os documentos que estava em meu alcance e fui à luta! Mas acredite. Por mais que você se prepare, a burocracia brasileira vai dar um jeito de te vencer. Mas hoje foi diferente. Quanto mais a burocracia tentava me derrubar, mais as pessoas pareciam se esforçar para me ajudar.

Foi assim quando cheguei a agencia da Caixa e já fui surpreendido pela recepcionista me alertando que precisaria de uma Xerox do documento de identidade. Em plena era da informação e da digitalização, a Caixa ainda pede papeis. E para meu desespero, depois do PIX, eu nunca mais andei com dinheiro. Não que eu não carregue uma nota de cinqüenta reais. Eu não carrego uma moeda de um real no bolso. Foi nesse momento que apareceu meu primeiro anjo. O senhorzinho do Xerox que fica com suas máquinas na calçada em frente à agencia. Perguntei se aceitava pix e falei que não estava com dinheiro. Ele fez o serviço e falou que podia passar outra hora deixar o valor para ele. Com o papel em mãos fui para o atendimento. A Helena me atendeu, uma senhora simpática. Começou a olhar meus dados – que estão um completo caos e totalmente desatualizados – e verificar os papeis. Explicou-me detalhadamente as instruções e disse que eu iria precisar de mais um papel impresso. Fiquei desolado. Eu não podia pedir mais um favor para o tio da impressão. Tentei argumentar falando que teria que voltar pra casa por causa do dinheiro e a Helena continuou o atendimento. Após terminar ela fez uma das coisas mais surpreendentes que eu já vivi: pegou uma nota e R$ 5,00 da própria bolsa e me entregou. Disse que sem o papel eu não conseguiria finalizar o processo e o dinheiro era para a impressão. Essa é uma daquelas situações na vida que você simplesmente não consegue reagir. Falei que já traria novamente e ela insistiu que não precisava, pois já estava saindo para o almoço. Peguei o dinheiro e fui seguir o processo burocrático, fazendo a impressão e pagando o senhor do Xerox com os R$ 5,00 e deixando o troco com ele. Estava tão embasbacado que nem consegui agradecer a Helena corretamente. Ainda bem que voltando à agencia (sim, tive que sair do prédio, pegar outra senha e voltar) lembrei do PIX e consegui pegar o número com ela para devolver o dinheiro. Com toda essa ajuda, consegui finalizar todo o procedimento. Era um dia para ficar extremamente nervoso e revoltado com a situação do nosso país, mas as pessoas que Deus colocou no meu caminho fizeram que eu voltasse para casa com uma sensação incrível de paz.

Ainda não consegui agradecer a todos pela ajuda. Pode parecer algo bem simples e sem importância, até algo bem pequeno. Mas são nas pequenas atitudes e ações que as pessoas mostram verdadeiramente quem são. A preocupação, a determinação, a empatia, o respeito com o próximo são valores dos mais caros que uma pessoa pode carregar e eu luto para ser como a Helena e o tiozinho do Xerox. Obrigado aos dois. Consegui passar numa panificadora e enviar um mimo para a Helena, espero que ela goste.

 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Porque o Brasil “dançou”.

 



Chegamos ao fim de mais uma Copa do Mundo e, mais uma vez, “dançamos”, entre aspas e literalmente. Ficamos pelo caminho e ainda tivemos que assistir nosso maior rival chegar à glória máxima do futebol. Ao menos tivemos, junto com o resto do mundo, o prazer de ver o grande jogador dessa geração conquistar a sua tão sonhada e merecida Copa: Lionel Messi.

Confesso que eu tinha convicção que a nossa seleção estaria disputando a final ontem. Para provar e firmar a minha certeza, cheguei até a fazer duas apostas com amigos. Resultado: estou devendo um fardo de Heineken e um churrasco. Mas não pensem que sou um mero apostador. Acompanhei toda a evolução do nosso time, liderado pelo multicampeão Tite e por um Neymar em um eterno processo de amadurecimento. Acontece que o time tinha mais. Era equilibrado, veloz, tático, e batizado no fogo com uma grande derrota, exatamente para a Argentina em pleno Maracanã. Era o momento ideal para chegar maduro na Copa e brigar pelo título. O problema é que nenhuma seleção chega pronta para a Copa. O campeão é formado durante a competição. Por isso a Copa é maravilhosa. O time precisa encontrar a união e evolução necessárias durante os 30 dias do torneio, e quem está melhor na reta final leva. Talvez a única exceção que eu tenha visto seja a Alemanha de 2014, que sobrou do início ao fim. As demais sempre são moldadas durante. O Brasil pecou nesse ponto. Não teve maturidade para se encontrar e não teve liderança para fechar o grupo em prol do objetivo. Sobraram dancinhas e faltou foco e comprometimento.

A Argentina e a França seguiram o caminho da Glória e ambas seriam campeãs justas. Para o bem do futebol foi a Argentina, com um Messi carregando a seleção nas costas, assim como fez o grande ídolo do país, Maradona, em 1986. Talvez as únicas duas copas onde um jogador foi, sozinho, tão decisivo na competição. Messi, campeão de tudo na sua brilhante carreira, agora sim, tem seu merecido lugar no panteão dos grandes jogadores da história. Poucos brilharam tanto e durante tanto tempo. Poucos conquistaram tantos títulos, e poucos foram tão importantes. Pelé, Ronaldo, Zidane, Romário, Garrincha, Maradona, e, agora, Lionel Messi. As discussões sobre os maiores são intermináveis, mas é indiscutível que o brilho do atual campeão foi o mais longevo de todos. Parabéns, pequeno gigante.


sábado, 10 de dezembro de 2022

PROCURA-SE: LÍDERES

 


PROCURA-SE: LIDERES

Porra! Como é doloroso perder. Há derrotas mais dolorosas e menos dolorosas, mas sempre são difíceis. A de ontem, foi tão traumática como a de 2018 frente à Bélgica e diferente do 7x1. O que as separa, nessa análise, é o rendimento do time. Jogamos bem mais uma vez, paramos no goleiro, e vimos tudo desandar em uma jogada de desatenção.  Mas por que nossa seleção não consegue vencer a Copa do Mundo? Não nos falta material humano e foram oito anos de planejamento. O time brasileiro tinha, de longe, o elenco mais dinâmico e com qualidades individuais da Copa, e sucumbimos para um time sem tantos talentos, mas com uma equipe mais coesa e com um líder. Talvez aqui esteja o grande problema dessa geração: a falta de liderança.

Liderar não é um processo objetivo, onde se escolhe o líder pelos números e desempenho. A liderança é produto de ações subjetivas e da presença de valores no líder. Normalmente é um processo natural aonde o sujeito vai sendo direcionado ao posto, mesmo contra sua vontade ou ambição. Ele simplesmente se vê liderando, pois sua base de valores faz com que os demais o enxerguem como líder, fazendo com que o sigam e confiem. Nossa seleção não tem ninguém assim. Até mesmo o técnico Tite decepcionou o Brasil e sua equipe abandonando todos em campo, sozinhos, após a derrota. Logo o Adenor, onde eu sempre enxerguei um grande exemplo de líder, mas que também deixou se levar pela arrogância ou foi derrotado pelos holofotes das estrelas. Ademais, era necessário um líder em campo.

Se formos relembrar nossos últimos dois títulos mundiais, veremos que tínhamos verdadeiros líderes no elenco. Em 94 o Dunga conseguiu controlar uma das pessoas mais incontroláveis da história do Futebol, que era o Romário. O baixinho era terrível e não aceitava ordens de ninguém. O capitão do time conseguiu domar o artilheiro e fomos campeões. Em 2002 o Brasil não era nem de perto favorito. Hoje, as pessoas olham o elenco e acham que o título era óbvio, mas aquela seleção era tão incontrolável pelo perfil “maluco” dos atletas que chegou a ser negada por alguns técnicos. A exemplo, o Ronaldinho Gaúcho era notícia nos jornais por driblar a segurança de hotéis para que mulheres entrassem no seu quarto na calada da noite. Somente Felipão aceitou o desafio e literalmente isolou os jogadores como prisioneiros na concentração para que mantivessem o foco, e no elenco tínhamos homens de respeito como Cafu e Dida, que lideraram. Um mais ativamente e o outro mais em silêncio, apenas como exemplo. Campeões mais uma vez. Depois disso, nunca mais!

O Brasil perdeu a noção de liderança no futebol e no país como um todo. As pessoas simplesmente deixaram de colocar os valores como referência e passaram a dar prioridade para outros tipos de coisas, além do fato de que essa geração odeia compromissos, odeia honrar com a palavra e odeia o peso da responsabilidade. Isso não cria líderes, e sem líderes somos como ovelhas esperando os lobos chegarem. E eles sempre chegam!

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

O Brasil perdeu.


Você pode considerar o título desse texto um tanto quanto arrogante, afinal, metade do Brasil ganhou. Para ser exato, 60.345.999 eleitores votaram no candidato vencedor e hoje estão felizes e comemorando a vitória. Mas eu não olho a política como uma partida de futebol, e sei, com quase certeza absoluta, que todos perderam. A única possibilidade de essa afirmação estar errada é o ex-presidiário executar um governo com uma boa administração pública, e sem assaltar o país, o que acho impossível. As outras possibilidades, todas, são ruins. E o Brasil perdeu, também, porque seu povo está dividido como nunca esteve. Não temos mais coalizão como nação.

A minha derrota nessa eleição é um pouco mais complexa que para a maioria. Significa o fim de uma etapa e um fim de um sonho. Hoje, começo uma reestruturação pessoal e profissional. Pretendo vender minha empresa e fazer um currículo para trabalhar em qualquer lugar. Cresci dentro de uma empresa familiar e fui direcionado ao empreendedorismo desde muito cedo. Passei todos os anos dos governos petistas sendo empresário. Fui a inúmeras audiências de reclamações trabalhistas e sei bem o que é ser humilhado por um juiz que está defendendo a parte “mais fraca”, a qual está se valendo de inúmeras mentiras  - não é figura de linguagem, é uma regra. Sei bem o que é receber um fiscal da prefeitura e vê-lo olhando minuciosamente cada detalhe da empresa até encontrar algo errado para justificar a negativa da licença. Sei bem o que é perder horas para organizar aparatos burocráticos para cumprir as regras fiscais e a legislação. Não tenho saúde para isso mais.

Também acho que o país perdeu porque voltaremos a ser fornecedores de verba para os países vizinhos, seremos a central do Foro de São Paulo e pilar de sustentação financeira de ditaduras, até que, ao fim, teremos uma ditadura para chamar de nossa. A irresponsabilidade com o dinheiro público vai levar, inevitavelmente, o país para uma nova recessão nos próximos anos e teremos mais uma década perdida. Logo os escândalos de corrupção começarão a pipocar nos noticiários, mas dessa vez nada poderá ser feito, pois os “erros” que o PT cometeu na década passada não voltarão a acontecer e, dessa vez, terão êxito em ocultar os desmandos. O dinheiro que deveria ir para a saúde, segurança e infraestrutura acabará no bolso dos corruptos. Sobrarão ao povo somente as esmolas e restos dos pratos de picanha.

Meu objetivo aqui não é ser apocalíptico e pessimista, mas é apenas uma constatação de uma realidade que já aconteceu e deverá se repetir. Espero do fundo do coração estar errado, e que todos vocês que estão rindo nesse momento, estejam certos. Vou orar por isso. Mas a minha elevação espiritual acaba aqui. Não sentirei pena quando a coisa desandar. Não sentirei pena das regiões do Brasil que foram decisivas para isso, pois elas serão as primeiras a ser mantidas na escravidão ideológica. A escolha foi feita e as conseqüências serão fortes.  De hoje em diante, meus esforços para tentar “fazer a minha parte” chegam ao fim. Focarei na minha família e no trabalho e em ignorar e esquecer essa triste etapa da minha vida. Espero um dia olhar para isso apenas como uma triste lembrança. Derrotas sempre são ruins. Já passei por muitas com o meu Corinthians. Mas, você dorme e no outro dia tudo acabou. Essa é muito pior, pois nossa desgraça acabou apenas de começar.

sábado, 22 de outubro de 2022

Como fazer uma revolução comunista.


O comunismo, depois de adormecido pelos próprios comunistas, voltou a ser pauta dos debates nos últimos anos. Parte da população alerta para os perigos da volta dos regimes e parte ridiculariza tal possibilidade. A realidade mostra, para quem quer ver, que o primeiro grupo tem razão. Basta olhar os caminhos que muitos países na América do Sul tem seguido, como Venezuela, Argentina e Chile. Mas, hoje, a revolução comunista mudou de cara e aposta na revolução a longo prazo. 

As primeiras revoluções comunistas em meados do século XIX apostaram na mudança brusca e através da luta armada e tomada do poder. Grupos se utilizaram das teorias marxistas e transformaram o grande trunfo da revolução industrial, que era a multiplicação de riqueza em um embuste, chamado de desigualdade social. Assim, se apropriaram do proletariado para combater a burguesia, angariando força para fazer a revolução. O objetivo principal nunca foi o de defender os trabalhadores, mas sim, utilizá-los como massa de manobra para a tomada do poder e do Estado. As revoluções foram um “sucesso”, pois o poder foi tomado, mas a população logo percebeu que foi enganada e teve de ser domada à força e trancafiada dentro de muros. O resultado foi milhões de mortes, fome, miséria e caos social. 

Com a realidade sendo enfrentada, os comunistas voltaram ao planejamento para criar novas estratégias de implantar o regime de maneira mais eficiente. Dentro do complexo mix de ações, estava a conversão massiva de pessoas adeptas ao regime, para que somente depois de ter milhões de seguidores, o poder fosse tomado através das vias democráticas. Esses seguidores deveriam estar espalhados por toda a sociedade civil do país, mas em sua maioria, acomodados nas instituições estatais, como universidades e funcionalismo público, além é claro, de dominar a produção cultural e a imprensa. De início a cooptação das pessoas foi feita com promessas utópicas de bem estar social e igualdade, focando majoritariamente na juventude, que pouco tem de noções da realidade e dos valores ocidentais, como Deus, pátria e família e, portanto, presas fáceis para as insanidades comunistas. Mas aos poucos aquele lema de defesa do proletariado foi abandonado e trocado pela defesa das minorias, levando a mais divisão social, onde cada grupo teria um objetivo de luta da sua “classe” e o Estado seria o grande provedor de força para suas conquistas, e o ideal de Liberdade trocado por libertinagem, a progressiva destruição da fé e da família.

Nos países vizinhos essa receita foi um sucesso, pois são menores e foi mais rápido. No Brasil, chegamos à beira do precipício, com uma sociedade inerte e adormecida, que viu o PT governar o país por 14 anos. Apenas o colapso da gestão pestista com as denuncias da Lava Jato fez com que o país acordasse. As pessoas saíram das cavernas intelectuais e começaram a perceber que algo estava errado naquele sistema e notaram o risco que o país corria. Muitos saíram sedentos por aprender as teorias conservadoras e liberais, onde o Estado não deve ser o provedor de bem estar social, apenas um suporte. Assim, com o esforço intelectual e com a ajuda da tecnologia, o movimento conservador rapidamente ganhou corpo e hoje é de grande relevância no país, conseguindo ter um Presidente eleito e a maioria na Câmara de deputados e no Senado para 2023.

Apesar das conquistas, muitos ainda se enganam ao acreditar que o movimento comunista está morto ou é apenas um espantalho usado pelos conservadores. As táticas comunistas foram aperfeiçoadas e por muito pouco o poder não foi tomado de maneira definitiva pela extrema esquerda brasileira. Precisamos, hoje, mais do que nunca, entender as nuances desse movimento sanguinário e suas estratégias. Por hora estamos salvos, mas o voto em Jair Bolsonaro dia 30 de outubro é essencial para que o comunismo continue a ser combatido.

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Pátria Amada, Brasil

 


Ontem, 07 de setembro de 2022, os brasileiros viram a maior manifestação popular da história do país. Aqueles que viveram os grandes eventos das Diretas Já, dos Caras-pintadas, ou pelo Impeachment da presidente Dilma Rousseff, foram unânimes em dizer que as do dia da Independência desse ano foram ainda maiores. Milhões de pessoas foram às ruas vestidos de verde e amarelo para louvar a pátria e defender a liberdade. As manifestações, como não podia ser diferente, também serviram com um aceno de apoio ao governo Bolsonaro, que disputará as eleições em menos de um mês. Foi um enorme recado dado a toda a mídia e aos “iluministros” do STF: O povo está atendo e é contra as arbitrariedades aplicadas nos últimos anos.

Os demais candidatos, que poderiam ter saído às ruas da mesma maneira que o presidente Bolsonaro, não ousaram sair das suas casas. É mais um ingrediente para questionar as tão questionáveis pesquisas eleitorais. Algo não fecha nessa conta, onde o ex-presidiário lidera nas pesquisas “da casa” por larga vantagem. Como pode alguém com quase 50% das intenções de voto sequer sair às ruas no dia da independência do país, a data mais importante da nação? Essas mesmas pesquisas que já erraram largamente nas últimas eleições em todos os âmbitos, certamente serão desmascaradas no dia 02 de outubro. Basta olhar a realidade das ruas e você também poderá ver. Em paralelo, outras pesquisas com menos grife, e claro, menos interesse político, já começam a publicar a virada de Bolsonaro no primeiro turno. São elas o instituto GERP e a Paraná Pesquisas. Nenhuma novidade, visto que nós estamos alertando para isso há meses.

A grande questão é que Bolsonaro certamente nunca esteve atrás nas intenções de voto, a não ser na cabeça lunática dos que querem ver a volta do presidiário à presidência. O povo brasileiro, honrado e honesto, certamente não tem coragem de apertar o 13 na hora da verdade, na hora do voto. Seria dar um recibo em branco ao maior criminoso político da história desse país para voltar à cena do crime, como um dia disse seu próprio vice, Geraldo Alckmin. Não faremos isso. Nem a desconfiança na credibilidade das urnas eletrônicas será capaz de frear a ascensão do Presidente Bolsonaro nas ultimas semanas e há chances reais de vitória no primeiro turno. Tudo conspira a favor: as entrevistas do presidente, o crescimento do PIB, a queda no desemprego, a deflação nos preços do mercado, o otimismo geral da nação. Uma fraude, para ser executada com sucesso, precisa de uma eleição apertada, para assim, fazer a diferença. No Brasil, com um povo sedento por Pátria, Família, e Liberdade, não teremos essa possibilidade.


sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Não deixe para o fim.


Eu não gosto dessa euforia que a morte das pessoas famosas causa. Assim, do nada, todos eram fãs, amavam e idolatravam. Fazem filas nos velórios, correm para aquele último "adeus" que o defunto sequer vai ouvir. Quando é familiar, em meio àquela choradeira, você percebe, se observar, que estão chorando por suas próprias deficiências, mágoas e arrependimentos. Talvez por não ter dado um abraço quando a pessoa ainda estava em vida, ou por pecados maiores. 

Mas o Jô me fez sentir algumas coisas durante o dia. Não é um sentimento triste da partida. É um sentimento ambíguo, quase que de felicidade. Se existe uma pós-vida, o Jô deve estar sorrindo à toa. Todo mundo compartilhando textos e falas que ele produziu durante a vida. E é cada trecho maravilhoso! Engraçado, poético, filósofo, realista... Deve ser um baita orgulho deixar um legado desses. Por isso me vem esse sentimento de satisfação, vendo alguém que cumpriu tão bem a sua passagem por aqui, e agora, essa passagem chegou ao fim.

Acho que para o Jô, sequer faltaram homenagens durante sua vida. Baita astro, e colheu todos os louros durante sua trajetória. Foi elogiado e homenageado incansavelmente. Mas, talvez, leitor, esteja faltando uma homenagem ao seu pai, à sua mãe. Talvez a um amigo ou um parente que não goze de fama. Talvez falte um abraço a alguém querido ou um simples "muito obrigado". Pense nisso. Não deixe para fazer suas homenagens ou os elogios frente a um corpo frio e pálido. Faça hoje. Faça agora! E quando essa pessoa se for, sorria!

terça-feira, 28 de junho de 2022

SEGREGAÇÃO CONDICIONADA

 


Os democratas e a esquerda mundial continuam com sua sina em dividir o mundo e em tentar destruir os valores conservadores. São pautas de ideologia de gênero, anticristãs, contra a família e contra a liberdade. Também continuam dividindo as pessoas em grupos ideológicos utilizando o pretexto de “união”, ao mesmo tempo em que os separam. Essa realidade já faz parte do nosso cotidiano e são utilizadas a mídia, a imprensa, as produções culturais e as instituições de ensino para que tal projeto siga tomando corpo. É uma doutrinação que era velada até pouco tempo e nos últimos anos passou a ser escancarada. Dessa maneira, restará aos conservadores, que por sinal, são a maioria, buscar soluções para defender seus princípios, suas crenças, bem como seu direito de constituir uma vida baseada na instituição familiar. Para tal, num futuro próximo, não restará outra opção a não ser unir-se e se auto-segregar em grupos que compartilhem dos mesmos valores e assim construir comunidades onde esses valores sejam disseminados.

Hoje, já temos uma opção de moradia que tem função similar, mas onde o principal objetivo é a segurança. Os condomínios fechados isolam parte de uma população da violência urbana que se alastra pelos centros e bairros das cidades e protegem as famílias e seu patrimônio. No futuro, caso a esquerda continue ganhando terreno, haverão condomínios similares e mais estruturados, onde se criará todo um aparato de subsistência para a comunidade local, com escolas, cinemas, hospitais, teatro, academias, diversão, templos religiosos e até mesmo trabalho, para que as pessoas possam se proteger da conseqüente invasão de privacidade e cerceamento da liberdade que os conservadores vem sofrendo. Serão estruturas bem maiores que as que conhecemos hoje e, provavelmente, mais afastadas das cidades, que rumam para um colapso urbano, caso os valores de esquerda e a impunidade contra criminosos continuem crescendo. Nesses locais as famílias que acreditam na conservação dos seus valores tradicionais, encontrarão a tranqüilidade para tocar suas vidas longe das arbitrariedades democratas e comunistas.

A tecnologia será parte fundamental desse novo modelo de comunidade, pois o trabalho home-office permitirá que as pessoas fiquem mais afastadas dos grandes centros, além de fornecer meios para que o ensino e o lazer virtual cheguem até as famílias. Hoje, já temos opções de entretenimento que selecionam os conteúdos fornecidos, como a BP SELECT da Brasil Paralelo, uma plataforma de filmes que preza por conteúdo livre de doutrinação esquerdista. No futuro, a tendência é que surjam mais opções desse modelo e ainda mais acessíveis. Dentro dessas estruturas de moradia, produtos similares estarão à disposição dos moradores em larga escala.

Ainda é cedo para dizer se tudo isso se tornará realidade e muito depende de como a esquerda continuará ganhando terreno políticos e nas instituições. A direita cresceu muito nos últimos anos, mas ainda não consegue combater com eficiência a sordidez e o alcance que os socialistas conseguiram dentro das instituições estatais. Mas é um fato que, caso os valores conservadores continuem sendo massacrados e destruídos, haverá um movimento amplo para que possamos defendê-los. Dou o nome desse futuro movimento de segregação condicionada.

domingo, 26 de junho de 2022

Os comerciantes estão sozinhos.


Na sexta-Feira da semana passada tivemos, em Londrina, o feriado do Sagrado Coração de Jesus, que acontece sempre na sexta-feira subsequente ao feriado nacional de Corpus Christi. Durante a semana o comercio de Londrina viveu mais um dos costumeiros dilemas aos quais é submetido em todas as datas similares no calendário: comerciantes sem saber se poderiam abrir as lojas, empregados sem saber se teriam que trabalhar e clientes sem saber se teriam o que comprar.  

Somente existência desse feriado nessas condições bem específicas já é uma falta de respeito com a população da cidade. Um feriado programado para cair numa sexta, bem na semana seguinte onde já tivemos outro feriado. E para complicar mais, a ACIL, instituição da cidade que deveria prezar pelos interesses dos comerciantes, deu mais um show de incompetência e amadorismo. Durante toda a semana do feriado, passou discutindo detalhes e decidindo se o comercio abria ou não. É tão amadora essa situação que fica até difícil criticar. Então vamos pensar como deveria ser feito: A ACIL deveria ter esse calendário já planejado e bem estipulado desde o começo do ano, no mínimo! E para incentivar o consumo poderia criar campanhas e promoções juntos aos comerciantes. Mas não. A instituição sequer sabe se o comercio vai poder abrir e deixa para decidir tudo em cima da hora. O resultado não poderia ser pior. As lojas abriram, os clientes não foram e ficou todo mundo descontente. Os comerciantes ainda em situação pior, pois terão que arcar com os custos inflados pelas horas extras.  

Não é segredo que o comercio de Londrina enfrenta sérias dificuldades. Mas é uma tristeza que estejam tão abandonados e solitários nessa luta. A ACIL não somente deve se profissionalizar para fazer um trabalho decente, como tem que rever junto aos vereadores a necessidade desse feriado. Um pequeno comercio tem por mês aproximadamente 25 dias uteis para trabalhar. O máximo que o calendário permite são 26 dias. Pois bem. As pequenas empresas trabalham cerca de 23 ou 24 dias apenas para pagar os custos e despesas, sobrando 2 ou 3 dias para fazer algum lucro (as que estão lucrando). Toda vez que temos feriados, a saúde financeira dessa empresa é extremamente prejudicada, pois as vendas não são acumuladas em outros dias. Portanto é necessário que o município reveja suas prioridades a fim de planejar adequadamente o futuro da cidade. E a ACIL já passou da hora de começar a fazer um trabalho profissional e responsável. Não é possível que seja uma instituição tão amadora ao ponto de não planejar adequadamente um simples feriado municipal. Até que isso não aconteça, os comerciantes continuarão sozinhos na sua luta. 

terça-feira, 24 de maio de 2022

Vou repetir: não há terceira via!


Faltam aproximadamente cinco meses para as eleições desse ano e já podemos dizer que são as eleições mais importantes desde a implantação nova constituinte. Isso se dá pelo fato de que nos encontramos no ápice de uma polarização política nunca antes vista no país. São dois lados bem claros. São dois candidatos bem fixados nos seus valores e opiniões e dois eleitorados cada vez mais convictos de sua escolha. Portanto, por mais que tentem ou que reclamem, eu repito: não há uma terceira opção!

A tal terceira via até que tentou. Com Bolsonaro e Lula liderando todas as pesquisas os candidatos que sobraram tentaram de todas as maneiras angariar os milhões de votos de indecisos ou de anti-bolsonaristas e anti-lulitas. Mas nenhum deles percebeu – ou percebeu, mas não tinha o que fazer – que essa eleição é, desde o início, entre esquerda e direita como nunca visto antes. O ideal de terceira via até que era um bom plano, talvez o melhor. A idéia vendida era que todos os candidatos se reuniriam em debates ou conferencias para discutir quais os seus projetos e quais as chances reais de cada um. Dessa maneira, em conjunto, decidiriam o representante e todos os demais o apoiariam, e ao mesmo tempo, definiriam junto as prioridades para o país e para o projeto de governo. Essa união, segundo eles, seria capaz de bater de frente com o favoritismo de Lula e Bolsonaro e assim a terceira via passaria a ser um sonho real. Eles só esqueceram que a política também é feita de orgulho, paixões, e apreço pelo poder. Todos estavam confiantes no projeto, com a condição de que ele próprio seria o escolhido e ganharia o apoio dos demais, como num passe de mágica ou em um conto de fadas. Foi assim com Moro, Mandeta, Leite, Dória, Bivar, Tebet e qualquer outro que sonhou o sonho junto. Esqueceram apenas do mais importante: perguntar para o povo brasileiro. Se tivessem feito, teriam economizado, tempo, energia e dinheiro.

A verdade dessas eleições é que os candidatos em si não significam de fato a motivação do voto. Mas as idéias às quais eles se tornaram naturalmente representantes. É uma eleição de direita x esquerda, de socialismo x capitalismo, de menos estado x estado inchado, de liberdade x regulações, de família x aborto, de educação de qualidade x doutrinação, de Deus x Caos. São essas as questões que estão na pauta de discussões. A esquerda tenta dar uma maquiada em alguns temas e escondê-los do debate, mas a base da sua ideologia não deixa. E é com essas pautas que chegaremos às urnas no dia do pleito. Será uma eleição de definição das próximas décadas para nosso país e quanto mais o povo discutir e ter argumentos para definir suas posições, melho. Espero sinceramente que não voltemos ao caminho do socialismo, e que as pessoas percebam rapidamente que ficar em cima do muro, não é mais uma opção.

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