terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Olavo, eterno.

 


Demorei algum tempo para conseguir ler ou assistir algo do Olavo de Carvalho. Seus vídeos disponíveis na internet são algo totalmente fora do comum. Minha primeira impressão foi crua como a imagem mostrava: um velho grosso e muitas vezes sem educação, com algum tipo de soberba, destilando palavrões e sem paciência, e ainda por cima, fumando um cigarro durante boa parte do vídeo. Para um desavisado, como eu, realmente era algo chocante. Mas Olavo era claramente o oposto disso tudo. Sua impaciência e grosseria, talvez fosse o reflexo de um homem cansado de lutar e que corria contra o tempo, que estava se esvaindo, para deixar o máximo possível de material e de pessoas instruídas nos seus ensinamentos. Olavo nunca foi soberbo, e muitas vezes reconhecia sua própria incapacidade de falar sobre determinados assuntos que não dominava. E aos quais dominava, era um mestre.

A primeira vez que assisti (ouvi) um vídeo inteiro, foi quase por acidente. Estava, como de costume, com o fone ligado para dormir e um vídeo sobre a EXISTENCIA DE DEUS, entrou na playlist. Nesse brilhante vídeo de aproximadamente 20 minutos, Olavo trabalha a ideia da existência de Deus como eu nunca havia visto alguém fazê-lo. Se utiliza de exemplos práticos, da lógica e de testemunhos mostrando experiências, às quais eu mesmo já tinha vivido, mas nunca tinha percebido, e prova que Deus não é apenas uma mera imaginação do nosso inconsciente, mas um Ser presente nas nossas vidas, uma Pessoa que atua no mundo e está dentro dele e de nós. Depois, conheci seus ensinamentos sobre política, humanidade, e as camadas da personalidade. Não sou nenhum expert no assunto Olavo de Carvalho, nunca me inscrevi no COF, mas tenho certeza que o legado que Olavo deixou, é eterno e tem a capacidade de salvar a nação brasileira de um precipício ao qual ela mesmo se aproximou.

Nos últimos anos, Olavo foi taxado de guru do governo Bolsonaro, cargo que ele sempre negou. Pobre de quem tem visão tão superficial sobre o professor. Ele nunca esteve preocupado com governos e políticos. Olavo estava preocupado em salvar vidas e pessoas, mostrando a elas que políticos passam, governos passam e pessoas passam, mas que se nos salvarmos internamente e religiosamente, e que se trabalharmos para salvar os nossos próximos, estaremos salvando o país e nós mesmos. Os ensinamentos do professor Olavo, são no seu íntimo, mais espirituais do que políticos. A política era apenas um meio para evitar que fossemos escravizados pelos poderosos e corruptos que tentam tomar o Brasil à força. Pois, Olavo sabia, que dos escravos, até seus espíritos são tomados.

Olavo deixa um legado extremamente extenso de material para ser estudado. São centenas de vídeos, dezenas de livros e milhares de pessoas que dizem ter sido salvas pelos ensinamentos do professor. Pessoas que encontraram Deus e a si mesmas, mudando hábitos e se engajando em diversas áreas para disseminar e compartilhar aquilo que havia feito-lhes tão bem. Muito obrigado professos Olavo de Carvalho. A hora chega para todos, mas poucos se eternizam. E o seu legado, e o legado das pessoas que instruiu, certamente serão eternos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ao Movimento Conservador brasileiro.


Amigos, nesse ano de 2022 estaremos frente à maior batalha jamais enfrentada pela nossa geração. Temos um Estado com suas instituições dominadas pelo ideal esquerdista, que compõe desde as universidades, mídia, órgão públicos, legislativo, executivo e STF.  Absolutamente todos esses poderes farão de tudo para que seus representantes voltem a ocupar os cargos costumeiramente ocupados durante as últimas duas décadas, e acreditem, usarão as armas mais pérfidas que conseguirem encontrar. A nós, cabe resistir e nos organizar. Para tal, devemos pensar estrategicamente e não agir por impulso, selecionando pautas para defender e, principalmente reconhecendo nossos pontos fracos.

Penso que o maior ponto fraco do movimento conservador é a dificuldade em se manter unido e coeso frente à temas polêmicos, mais amplos, e que aos quais não existe consenso entre os membros. Isso se dá porque os conservadores não são movidos a interesses, como a esquerda é, mas à ideias e crenças e que são inegociáveis. Para reduzir o impacto dessa “fraqueza” temos que focar em pautas específicas que devem servir como pilares na nossa luta. São alguns deles:

1-    Defesa da Família;

2-    Defesa da Liberdade;

3-    Defesa da Vida;

4-    Direito à defesa pessoal;

5-    Direito à propriedade privada

6-    Redução do tamanho do Estado;

7-    Reformas políticas e administrativas;

8-    Direito a educar os filhos com base nas nossas crenças;

9-    Maior liberdade econômica;

10- Redução da burocracia;

Outro importante ponto fraco é a nossa pequena adesão de pessoas, pois ficamos inertes aos desmandos e dominância esquerdista por décadas. Para remediar, devemos focar nossa atuação na base e formação de novos membros. Esse trabalho se dá no nosso dia a dia, usando os talentos que Deus abençoou cada um de nós de maneira diferente: Falar, escrever, comunicar às massas, ter uma grande rede social. Cada um deve identificar seus pontos fortes e utilizar para disseminar os valores conservadores e extravasar as mentiras contadas pela esquerda aos nossos amigos e familiares. Somente com uma base forte teremos força para lutar contra o numeroso inimigo.

Hoje, é praticamente nulo lutar em cenários macros contra a dominância esquerdista. Temos alguns representantes tentando, mas ainda é uma luta injusta, pois o inimigo é poderoso. Mas temos nossos valores e nossa crença ao nosso lado, o que nos faz mais fortes. Basta manter uma organização coesa e com princípios para que as conquistas dos últimos anos não sejam perdidas. Peço a Deus sabedoria e força para que possamos lutar e vencer. Abraço a todos. Deus nos abençoe.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Comerciantes, reajam!

 


Estamos no meio de um pesadelo sem fim! Desde que essa pandemia começou, o terror foi espalhado pelo mundo. Pessoas foram presas por sair na rua, por não usar máscaras ou por não aceitar se submeter a vacinas experimentais. Os comerciantes e empresários do mundo todo foram vítimas do autoritarismo dos Estados e foram obrigados a fechar seus comércios e empresas. Alguns aguentaram, outros não. Ano passado – após a vacina ou imunidade de rebanho – vimos os casos de contaminação e as mortes reduzindo drasticamente, e as coisas começaram a voltar ao normal. Mas esse ano, parece que o filme está se repetindo e os casos de contaminação com a nova variante voltaram a crescer. Apesar de ser claramente menos letal, o pânico está começando a ser implantado novamente. Pois o pânico é ferramenta de controle social. Uma população amedrontada faz tudo que é exigido dela, até sacrifica a própria liberdade. Já temos governadores e prefeitos falando em fechar o comercio novamente e impor restrições. NÃO DEVEMOS ACEITAR!

Contarei uma pequena parte da minha história: Graças a Deus, não perdi ninguém próximo, mas, profissionalmente, experimentei a pandemia no seu gosto mais amargo. Minha família perdeu em poucos meses os frutos de trabalho de duas décadas. Fechamos as cantinas dentro de faculdades, uma pizzaria, uma lanchonete e um café. Tudo evaporou. Tive que aprender uma nova profissão. Aprendi a dar banho e tosar cachorros e abri um pequeno Pet Shop em plena pandemia. Sobrevivi! Quando as coisas começaram a voltar ao normal, pude vender esse comercio e voltar para meu antigo ramo, onde faço as coisas da melhor maneira que sei. E tudo que tenho está nesse comercio. Estamos em plena recuperação e esse ano promete dar novos frutos, a não ser que o Estado não permita. Mas lutarei com todas as forças para não ser vencido.

A mensagem que deixo para todos os comerciantes desse país é que façam o mesmo! Não deixem que seus comércios sejam fechados. Reajam, resistam. Abram as portas em horário normal e se os fiscais aparecerem, digam para chamar a polícia. Sejam presos!!! Afinal, o que eles vão fazer? Prender todos os comerciantes dos país? Tudo o que nós queremos é trabalhar honestamente o colher os frutos desse trabalho. Não somos criminosos e não podemos aceitar ser tratados como tal!


sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

Sobra amadorismo no futebol brasileiro.

 


Vasco, Cruzeiro, Grêmio e Bahia vão disputar a série B do campeonato brasileiro ano que vem. Algo totalmente inimaginável há alguns anos por qualquer um que conheça um mínimo da história do futebol brasileiro. São times enormes, com grandes torcidas, e todos eles campeões brasileiros. Grêmio e Cruzeiro são casos ainda mais absurdos, pois estavam disputando, e ganhando, títulos de expressão nacional e internacional até pouco tempo atrás. Mas esse cenário é somente a colheita de um plantio pobre e generalizado no futebol brasileiro. Há anos que os clubes vem apresentando, de maneira geral, um fraco desempenho de gestão, e uma hora a conta chega. Sempre chega.

Para compreender o abismo que o futebol brasileiro se encontra, é preciso olhar bem mais fundo do que apenas o desempenho dos onze que entram em campo. Além do fato de estarmos perdendo talentos cada vez mais novos para o futebol europeu, a gestão brasileira não consegue acompanhar o desempenho do resto do mundo. A tecnologia tomou conta dos gramados, a eficiência na gestão é fator básico para um clube, e o planejamento ainda mais. A gravidade do peso contra o amadorismo ainda foi inflada por mudanças nas leis que punem a irresponsabilidade na gestão e com o descolamento de alguns clubes, inclusive pequenos, que melhoraram muito seus setores administrativos. Mas o problema não está somente nos clubes. Está na CBF, na arbitragem, na imprensa e nas torcidas, que parecem viver em pleno anos 80. Nada evoluiu e o futebol está cada vez mais enfadonho e perdendo público. O produto entregue ao cliente final, como eu já disse muitas vezes, é extremamente ruim. Não tem atratividade, não encanta, não se diferencia.

Mas nem tudo é desespero por aqui. A legislação continua mudando e logo teremos clubes empresas como acontece no resto do mundo. A CBF deve perder cada vez mais espaço para a criação de novas ligas e a gestão dos clubes terá que se profissionalizar, pois não haverá espaço para amadores, ou corruptos na liderança dos clubes. Vai ser uma lenta caminhada, mas que não deixa espaços para alternativas. O que vai mudar mesmo é presença de grandes caciques e clubes com a administração inchada de conselheiros que só atrapalham, além da reformulação do quadro de equipes principais, com alguns deixando de ser “grandes” e dando lugar para clubes até então coadjuvantes. Segue a velha máxima: a vida odeia amadores.

 


terça-feira, 30 de novembro de 2021

Há esperança?

 


Não me considero nenhum especialista em política e sequer tenho a ambição de um dia sê-lo. Mas sei que um dia já fui um completo ignorante nesse assunto, o que também já não sou mais. Esse tempo, apesar de já ter passado há muito, ainda me traz boas recordações. Comecei a me interessar pelo assunto bastante jovem, mas antes disso, lembro que não tinha que carregar esse peso de frustração que a política brasileira proporciona. Era um tempo que pouco importava o que os políticos estavam fazendo e pouco sabia sobre o assunto. Mas, como tudo na vida, as coisas foram mudando e, depois de muito ler sobre o assunto, comecei a ter algumas opiniões, a defender algumas pautas e, inclusive, alguns políticos. Muita coisa aconteceu desde então. Mas pouco, muito pouco, melhorou. Se isso não é a definição de frustração, eu não sei mais o que é. Claro que minha participação nisso foi ínfima, se não, nula. Entretanto, sempre tive a esperança de que o nosso povo iria melhorar com o passar dos anos. Que teríamos opiniões mais embasadas, e dessa maneira poderíamos analisar e escolher melhor nossos políticos. Nada disso aconteceu.

Posso me dizer pertencente à ala conservadora. À ala do Presidente Jair Bolsonaro, e totalmente contra quase tudo que a esquerda prega. Isso me leva a seguir outras pessoas com pensamentos e opiniões similares. Pessoas que, até pouco tempo, eu considerava sábias e preparadas para expressar opiniões coerentes. Mas o que tenho visto e ouvido nos últimos dias é absurdo e desolador. Hoje, o cenário político brasileiro se tornou tão polarizado que as pessoas simplesmente escolheram um herói, que aparentemente pode fazer o que bem entender, e julgam as outras pessoas com somente duas opções: concordam ou não com seus pontos de vista. Se concordam, estão salvos, se discordam, são jogados na fogueira. Dessa maneira, vejo esses formadores de opinião passando uma vergonha abissal ao tecerem comentários contra políticos que, até pouco tempo atrás louvavam. O caso mais claro é o do, agora político, Sergio Moro. Chegaram a chamar o homem de comunista! COMUNISTA! Outro exemplo é o do comentarista Caio Coppola, que ao fazer um comentário bastante sóbrio na Jovem Pan, foi atacado intensamente, somente por dizer que estava disposto a dar uma chance ao Ex-juiz. Mas não é somente isso. Existe uma insanidade coletiva que transforma opiniões em regras e uma miopia generalizada para com os erros do Governo Bolsonaro. Quem disse que era proibido criticar? Quando foi que concordamos em prometer auxílios eternos aos brasileiros, ao invés de proporcionar condições para sair da miséria? Quando concordamos que os privilégios da classe política deveriam ser mantidos? Quando concordamos que era pra fazer alianças com o centrão para atingir a tal governabilidade? Quando concordamos que Roberto Jefferson é um cara legal? Quando concordamos com censura de jornalistas? Quando concordamos com pedaladas fiscais para bancar um Estado falido? Se existem problemas difíceis, que pessoas técnicas tomem decisões e venham a público dar as explicações. Esse era para ser um governo técnico, de combate ao sistema, e não de entrega ao sistema. Era pra irmos pra guerra se as coisas não mudassem. Não era pra aceitar as velhas leis da política brasileira. Sim, o governo acertou muito, mas acerta cada vez menos. Até quando vamos nos manter nesse caminho sem apresentar as devidas cobranças e questionamentos?

Infelizmente esse é o nosso cenário atual. De desilusão com o futuro do nosso país. Os erros e acertos desse governo sequer estão como questão principal, mas o julgamento e sabedoria do nosso povo. A esquerda vai voltar e vai voltar mais forte, porque a direita não se preparou, não tem opinião e não tem capital político. A direita sequer sabe que tem esses problemas, para que possa buscar soluções. Poucos estudam, poucos leem, todos brigam por qualquer intriga, e muitos passam pano para todos os erros do governo. Se hoje somos chamados de gado, não me parece que seja tão injusto. Estamos sendo gado, da mesma maneira que a esquerda foi durante todos os anos do governo petista. A diferença é que eles eram unidos e respeitavam mais as opiniões alheias. Nós estamos perdidos, brigando por coisas pequenas e não somos unidos. Uma ala assim não pode estar à frente do país.


sexta-feira, 29 de outubro de 2021

O Presidente precisa de ajuda!

 


Jair Messias Bolsonaro é um cara verdadeiro! Essa afirmação esteve muito presente na mídia e nas redes sociais nos últimos dias, após o Presidente ser tirado do sério por uma humorista no programa Pânico e em seguida abandonar a entrevista. É uma afirmação que pode ser vista como um grande elogio, ou como uma sonora crítica, mas é um fato, e não é novidade nenhuma, que esse governo precisa urgentemente profissionalizar sua comunicação. O Governo precisa de um assessor de imprensa capaz de se comunicar de maneira clara com o público, que esclareça dúvidas, consiga derrubar narrativas e que evite que ocorram mal-entendidos junto à opinião pública. O Governo precisa de um setor de relações públicas que demonstre os pontos positivos da gestão, divulgue o que está sendo feito, os planos e projetos e trabalhe para melhorar a imagem do país. É péssimo para o Brasil que a comunicação esteja sendo executada de maneira tão amadora e atabalhoada.

É verdade que o Presidente é um cara verdadeiro. Inclusive, foi esse jeito peculiar de se comunicar que convenceu o povo a votar nele, pois, cansado de políticos sem tempero e quase que robóticos, Jair se posicionou como algo diferente, e sua sinceridade, mesmo que muitas vezes inoportuna, o levou à cadeira presidencial. Entretanto, hoje, Bolsonaro é o Presidente do país, e desde o primeiro dia de mandato, a comunicação vem sendo um dos pontos mais baixos do Governo. O Presidente optou por cuidar ele mesmo desse setor e, de maneira bastante amadora e sem planejamento, faz lives e concede entrevistas improvisadas que acabam rendendo polêmicas e minando a popularidade do governo. Essa situação é péssima para o país e para o próprio Presidente, que a cada dia parece mais esgotado e fatigado.

O Presidente não precisa mudar seu jeito de ser. A sinceridade e a informalidade transmitem segurança para o seu público, mas é necessário um acompanhamento profissional e um planejamento para evitar situações que fujam do controle. A imensa maioria dos Presidentes no mundo não concedem entrevistas sem ter controle das perguntas que serão feitas. É um direito e uma segurança controlar esse ambiente para evitar que jornalistas coadjuvantes tentem tomar o lugar de destaque do entrevistado e queriam se tornar a notícia, como aconteceu no programa Pânico. Bolsonaro não está totalmente sem razão em abandonar a entrevista, pois a pergunta foi claramente feita com desdém e ares de provocação, mas o Presidente sabia muito bem onde estava entrando, e aceitou se colocar nessa posição. Um erro básico e amador. Agora, todos têm noção clara desse ponto fraco do Presidente e muitos farão de tudo para despertar sua fúria e tira-lo do sério, principalmente no ano eleitoral que está prestes a começar. Se o Presidente for para um debate, então, tudo pode acontecer. E ele precisará ir! Portando, Bolsonaro precisa de ajuda urgentemente. Precisa de profissionais capacitados para gerir a comunicação e a imagem do governo. Jair precisa, ele mesmo, se capacitar, se preparar, se profissionalizar, pois o mundo odeia amadores.


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Um jogo perigoso

 


O presidente Jair Bolsonaro está jogando um jogo muito perigoso, o jogo de se manter no poder, pelo poder. Até esse momento, o Brasil praticamente não conseguiu ver o que poderia ser esse governo. Durante o primeiro ano tivemos uma fase de adaptação, organização, e reparo dos inúmeros problemas causados pelos governos anteriores. No segundo ano veio a pandemia e ainda estamos aguardando ela chegar ao fim.  Restará apenas um ano para deixar algum tipo de legado para o futuro, ou buscar a reeleição, e aqui começa o perigo. Esse governo tem basicamente três pilares. Bolsonaro e sua agenda conservadora; Paulo Guedes e sua equipe econômica; Tarcísio e sua sina em concluir obras abandonadas por outros governos. Guedes e Tarcísio vêm fazendo um trabalho espetacular, pois se não fosse o primeiro, ninguém sabe a situação que poderíamos nos encontrar nesse momento, talvez à beira de um colapso econômico, o segundo está deixando o país pronto para decolar, mas o Presidente vem apenas se segurando no cargo, com seu tempo quase que inteiramente ocupado em se defender dos ataques da oposição.

A agenda conservadora vai aos poucos sendo abandonada com os erros de um presidente que parece estar perdendo fôlego e forças, e  cometendo erros que podem custar caro. Bolsonaro errou na indicação que lhe cabia ao STF, pois indicou alguém que seu eleitor não confia, pois Kassio Nunes tem cara, jeito, cheio e textura de um esquerdista. Errou em tantas entrevistas quando falou, ameaçou e não cumpriu, e está errando em sacrificar o teto de gastos para despejar dinheiro em auxílios. O Presidente está agindo para jogar o jogo do poder, onde precisa dar alguns passos atrás para depois dar muitos à frente? Ninguém sabe. O que parece mesmo é que já viramos de costas e estamos caminhando no sentido contrário. A carta ao STF após as manifestações do dia 7 de setembro pareceu uma atitude sábia e honrosa em prol do país, mas foi uma ação de via única, e o outro lado continua sua sana enlouquecida por comandar o país. Isso leva a outro grande problema, e provavelmente ao maior erro de Bolsonaro: abandonar seus aliados mais fiéis. Daniel Silveira foi preso, e Bolsonaro não se manifestou. Oswaldo Eustáquio foi preso, e Bolsonaro não se manifestou. Allan dos Santos será preso, e Bolsonaro não vai se manifestar? Não existe conservadorismo sem lealdade, e sem conservadorismo não existe esse governo.

O Presidente vai caminhando por uma linha muito tênue, onde pode perder uma enxurrada de aliados a qualquer momento. Ontem, 4 secretários do ministério da Economia pediram demissão, certamente já exaustos de não serem ouvidos. Se Guedes fizer o mesmo nos próximos dias ou meses será o maior golpe sofrido, e junto com Guedes, muita gente vai mudar de opinião sobre as eleições do ano que vem. Se Bolsonaro não defender os jornalistas que estão sendo presos, nem que seja somente com palavras, qual a segurança de outros tantos em continuar? Hoje, já é quase um crime falar bem do governo, e muitos ainda acreditam nesse sonho de livrar o país da esquerda, de montar um time capacitado para gerir o país, de resgatar nossos valores. Mas até quando? Se os pilares do governo começarem a desmoronar, nada vai sobrar, pois Bolsonaro, sozinho, é somente mais um político de carreira. Seu time é que tem valor. Depois, não adianta chorar sobre o Leite derramado - e o L está em maiúsculo aqui, porque não se trata apenas de um substantivo. Fiquem de olho nele, pois se vencer as prévias do PSDB, teremos uma terceira via nas eleições de 2022.


quarta-feira, 20 de outubro de 2021

O Circo acabou.

 

A CPI da pandemia foi chamada de Circo da Pandemia desde o seu início. Não era mistério que o único objetivo era político e que as verdadeiras investigações para apurar corrupções seriam enterradas uma a uma, como de fato foram. Uma comissão com seus membros escolhidos a dedo, onde o grande líder era o Senador Renan Calheiros, que dispensa apresentações. Calheiros é mais um entre tantos políticos de carreira no Brasil que reúne no seu passado uma miríade de escândalos políticos, denúncias por corrupção, lavagem de dinheiro e tantos outros crimes de colarinho branco tão comuns na política brasileira. Seu fiel escudeiro, Omar Aziz, carrega na sua sombra a suspeita de envolvimento num escândalo de corrupção que desviou 200 milhões da saúde do seu estado, quando era Governador. Somente isso já bastaria para qualquer cidadão minimamente razoável não levar a sério a CPI. Mas ela seguiu.

Durante os trabalhos, o grande foco da CPI foi desmoralizar o governo Bolsonaro. A única meta foi a de encontrar um fio para puxar que desestabilizasse todo o governo. A mente desses senhores, bandidos de carreira, funciona de maneira muito previsível. Ora, se a corrupção é a sua principal atividade, eles pensavam: “Se eu fosse do governo, de onde desviaria verbas públicas”? A cada nova ideia que tinham, eles iniciavam uma nova investigação. Era óbvio para eles, por exemplo, que o governo estaria superfaturando os contratos da compra de vacinas, pois é o que eles fariam. E por isso criaram uma narrativa transformando uma suposição das suas mentes diabólicas em verdade absoluta. Em vão, pois nenhum pagamento foi efetuado. E dessa mesma maneira foram criadas dezenas de outras narrativas pela CPI que foram se desmanchando como castelos de areia. Nada prosperou e a credibilidade, que já era baixa, foi enterrada enquanto ficava claro que a pressão em cima do governo não era justificável.

Ainda assim, a CPI chegou perto de desenterrar o grosso da corrupção. Quando algo realmente tinha chances de prosperar e identificar os corruptos que fazem nosso país seguir à margem do mundo desenvolvido e que foram – esses, sim – responsáveis por mortes na pandemia, eles optaram por não investigar. Isso aconteceu quando os escândalos de desvios de recursos enviados pelo Governo Federal foram descobertos nos Estados: Superfaturamento na compra de respiradores, verbas direcionadas para centros de atendimentos nunca construídos, empresas fantasmas e de fachada, lobistas atuando na intermediação de contratos. Tudo estava claro e cristalino. Mas a CPI fechou os olhos e optou por não investigar os governadores.

Hoje, o Circo chega ao fim. Dos meses de trabalhos e recursos públicos desperdiçados, deve sobrar um relatório de mil páginas com as denúncias contra o governo Federal. Um relatório que já estava todo montado na cabeça corrupta de Renan Calheiros desde antes de os trabalhos começarem. Ele sonha com esse momento desde o início, onde a CPI deveria chegar ao seu ápice e ele mesmo ser reconhecido com um herói nacional ao colaborar ativamente para retirar Bolsonaro da cadeira Presidencial. O relatório é um balde de água fria na cabeça de Renan e de todos que torceram pela CPI durante todo esse tempo. São mil páginas de delírios e pornografia mental de velhos lobos da política brasileira. Como a CPI não tem poder de indiciar ninguém, apenas de sugerir ao Ministério Público, certamente quase nada prosperará. Se bem usada pelo Governo Federal, pode até servir de munição para a campanha de Bolsonaro para o ano que vem. Afinal, jamais um governo foi tão minuciosamente investigado por tanto tempo e por tanta gente. Se, ainda assim nada de relevante é encontrado, certamente esse é o Governo mais transparente e honesto que já esteve à frente desse país.

A ganância vai derrubar a esquerda. (Mais uma vez)


Quem já jogou futebol na infância conhece uma expressão que era usada com certo desdém por alguns mais habilidosos que os demais: “eu contra rapa”. Esse termo significava que era um contra o resto, contra todos. Durante esses três primeiros anos de governo Bolsonaro, foi isso que vimos no cenário político brasileiro. Foi todo mundo contra Bolsonaro. Todos que discordavam de algo do governo, ou eram de fato oposição declarada desde antes das eleições de 2018, se uniram em uníssono para bradar “fora Bolsonaro”. Acontece que ano que vem teremos novas eleições e bastante coisa vai mudar até lá, além de que algumas coisas nunca mudam: A ganância pelo poder não vai permitir que os opositores se mantenham unidos.

Faltando um ano para as eleições, os bastidores da política nacional começar a ficar cada vez mais aquecidos. É nessa época que as reuniões dos partidos começam a acontecer para definir quem serão os candidatos, quem terá destaque maior para reunir capital político, e outros detalhes menos nobres mais ligados ao poder, como quem organizará os “esquemas”, quem indicara ou será indicado para cargos importantes, normalmente na presidência de estatais, etc. Esse é o modus operandi da esquerda brasileira. Sempre foi, e sempre será. Mas isso leva a discussões calorosas e a uma guerra de egos que certamente causará abalos na oposição. Essa ruptura já começou, com Ciro discutindo com Lula e Dilma nos bastidores e Dória e Leite trocando farpas. A coisa tende só a aumentar.

Em 2018, Bolsonaro conseguiu se manter firme na disputa pela presidência exatamente por esse motivo. A esquerda apresentou diversos candidatos e nenhum deles conseguiu aglutinar votos o suficiente para derrubar o capitão. Essa luta de egos pode ser, mais uma vez, fator fundamental para a continuidade de Bolsonaro na Presidência, que aos trancos e barrancos, mas de maneira muito eficiente, conseguiu reunir uma cúpula de líderes fieis. Não vemos os principais ministros batendo de frente com Bolsonaro, e por mais que existam rusgas e a imprensa tente transformá-las em escândalos, nada tem saído do controle bolsonarista. Mais uma vez a esquerda tomará do seu próprio veneno e amargará mais quatro anos sendo coadjuvante no poder. Assim espero. Assim, será melhor para o Brasil.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Bandido bom é bandido morto?

 



Nesse Domingo uma ação da PM de Maringá foi amplamente registrada e divulgada nas redes sociais. Na situação um veículo é perseguido por várias viaturas até ser fechado ficar sem saída. Aparentemente os bandidos disparam contra os policiais que revidaram prontamente com uma dezena de disparos contra levando os três meliantes a óbito. Tudo testemunhado e filmado por vários cidadãos. A reação do público foi imediata e uma famosa frase logo estava presente na boca da maioria: bandido bom é bandido morto.

É compreensível que a população esteja exausta da situação da criminalidade no país. Muitos não aguentam mais ser vítimas de assaltos ou crimes de toda natureza praticados por bandidos que simplesmente parecem não temer a nada nem a ninguém. O caos urbano tomou proporções incontroláveis e ações do tipo por parte da polícia são amplamente comemoradas pelos cidadãos. Alguns também exigem a liberação das armas e o livre acesso para que possam se defender quando as forças policiais não conseguem faze-lo. Entretanto, quando se trata de uma análise séria sobre o assunto é preciso ter cautela em julgar rapidamente esse tipo de ocorrência. Precisamos nos perguntar primeiro, o que leva pessoas a cometer crimes e os motivos dessas ações estarem se tornando mais numerosas e violentas.

Não é saudável para a sociedade concluir que algumas pessoas simplesmente nascem ruins e escolhem a seu bel prazer seguir o caminho do crime. Existe um contexto, principalmente nas comunidades mais carentes. O crime tem sido, em certa medida, “glamourizado”, e vemos crianças brincando de assaltar seus amiguinhos e poucos deles estão brincando de ser policiais. Isso pode ser motivado pela imprensa, filmes e novelas, mas também pelas expectativas deles que presenciam criminosos levando uma “vida boa” e esbanjando dinheiro oriundo de crimes e do tráfico de drogas. Falta na nossa sociedade a divulgação e valorização de valores conservadores como respeito, ética, moral, honestidade, família, Fé em Deus e companheirismo. Sobra a valorização de individualismo e de como é possível levar vantagem em cima do próximo com alguma malandragem ou até mesmo com alguns delitos. Nossos representantes precisam trabalhar com políticas sociais para recuperar os valores bons da sociedade e divulga-los aos mais jovens. São diversos os caminhos: a educação nas escolas; pratica de esportes; acompanhamento para entender o que essas crianças estão pensando e sentindo; palestras, livros e filmes para educa-los. Outro fator determinante para o crescimento da criminalidade é a clara impunidade no nosso sistema legal, onde bandidos ficam pouco tempo presos ou são liberados para saidinhas de feriados. São muitos direitos para os bandidos e poucos direitos para as vítimas. Se não existe uma punição seria e exemplar para criminosos, outros ficarão tentados a se desviar da lei achando que o crime compensa.

Quando tudo dá errado, o crime cometido, e ainda um policial é alvejado durante a fuga dos criminosos, como aconteceu em Maringá, não existe mais muito a ser feito, e a PM foi perfeita na sua ação. Com tantas falhas no sistema e na sociedade, é de se comemorar que bandidos sejam definitivamente impedidos de cometer crimes. É triste que tenhamos chegado tão longe e a uma percepção tão cruel por parte da população. É triste que muitos queiram comprar armas e fazer justiça com as próprias mãos ou procurem alguma chance de se defender. Mas é o que temos hoje e, a depender do interesse dos nossos políticos no assunto, será assim por um bom tempo, e para muitos, continuará sendo uma verdade: Bandido bom, é bandido morto!

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