segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Foi ainda melhor!

 



Nesse domingo, dia 12, aconteceram as “grandiosas” manifestações contra o governo Bolsonaro. Foi um fiasco. Quase ninguém tomou a decisão de ir às ruas e se manifestar pelo impeachment do Presidente. Os protestos foram ocupados basicamente por assessores, militantes dos partidos envolvidos e curiosos. Um golpe maior ainda no evento foi dado pelo PT e pela extrema esquerda que, espertos que são, previram a pouca adesão popular e pularam fora do barco enquanto havia tempo. O que se viu foi alguns grupos de pessoas assistindo discursos desesperados de políticos que tentam se colocar como terceira opção para as eleições do ano que vem. Ficou provado: nenhum deles tem capacidade e apelo popular para bater de frente com as outras duas vertentes. Ficou provado também que as pesquisas de intenções de votos são falaciosas e que a tal rejeição dita que o governo enfrenta é só mais um delírio da oposição. Foi muito bom para o governo!

O passo dado por Bolsonaro no meio da semana, a carta, foi certamente um dos principais ingredientes para o fracasso das manifestações. Esse sim foi um golpe do governo. Com um passo atrás e uma abertura para o diálogo, Bolsonaro golpeou seus opositores mostrando que há esperança de dias mais tranquilos e que o Presidente pode ser qualquer coisa, menos golpista. Ficou notável o sentimento de frustração do MBL com a baixa adesão e muitos partiram para agressões verbais contra a população, como se ela tivesse a obrigação de segui-los nos seus planos utópicos e caóticos.

Nesse momento o PT prepara a sua própria manifestação, no próximo final de semana. Essa sim deve ter uma adesão maior, pois o partido ainda conta com o aparato criado por décadas de investimentos em militância, sindicatos e movimentos “sociais”. Será uma bela amostra de quem são “eles”. Devemos ver os absurdos e barbaridades que essa turma sempre apronta, tentando chocar, agredir e destruir. Entretanto nada é certo mais, e podemos ver um novo fiasco nas ruas.

Cada vez fica mais fácil ver quem está preocupado com a melhora e evolução do país e quem está simplesmente olhando para projetos de poder e cargos remunerados. A população brasileira, o grosso dela, quer apenas tocar sua vida, sem ser escrachada pelos entes públicos e instituições. Não dá para sonhar com soluções em poucos dias de problemas que vem se construindo a décadas. Precisamos de estabilidade para recuperar o país da crise econômica, do baque da COVID19 e dos desmandos do PT. Vamos com calma, vamos em frente e não vamos parar. 


sexta-feira, 10 de setembro de 2021

A esquerda odiou!

 



Jair Messias Bolsonaro: você pode odiá-lo ou amá-lo, mas não pode negar que é um político, no mínimo, incomum. O homem é fora da caixa, ou talvez seja simplesmente do contra, e mais uma vez tirou uma carta da manga inesperada por todos. No momento em que ele teve ao seu dispor a maior manifestação de apoio ao seu governo, talvez de qualquer governo desse país, e em um momento que todos esperavam uma ação enérgica e até na base da força, ele simplesmente decidiu apaziguar os ânimos e abrir uma via de diálogo com seus inimigos declarados.

Até ontem, existiam dois grupos que gostariam de uma ação forte do Presidente: seus apoiadores mais fervorosos e a extrema esquerda. Os primeiros, por achar que só assim se chegaria ao fim de um sistema de poder que domina o país e as instituições, os opositores, por terem a certeza de que, quanto mais extremo o Presidente fosse, mais seu capital político aumentaria. Somente com um fantasma em quem bater é que a esquerda teria alguma chance nas eleições do ano que vem. Lula precisa de um Bolsonaro extremista para justificar sua volta ao poder, e agora, pelo menos hoje, não tem mais esse coringa disponível. Podem fazer o maior malabarismo intelectual, mas não podemos chamar Bolsonaro de golpista, hoje. Alguém que nos seus discursos, pede pelo respeito à constituição e dá o primeiro passo para o diálogo entre os poderes, não pode ser golpista.

Essa nova e surpreendente ação, uma carta se retratando pelos excessos, não há de ter saído de graça. Certamente muita conversa houve nesse meio tempo e deveremos ver novidades nos próximos dias, que, talvez, mudem todo o cenário. Simplesmente não faz sentido algum, após as manifestações do dia 07 de Setembro, Bolsonaro recuar totalmente e se entregar de mãos beijadas aos opositores. Entretanto, é inconcebível para a realidade do país um presidente abrir guerra em tantas frentes ao mesmo tempo. Não dá pra brigar com o STF inteiro, e por conseqüência com os deputados e senadores, pois esses jamais apoiariam um golpe em qualquer poder. A única solução seria um golpe generalizado, e convenhamos, esse tipo de golpe só é possível de existir em países com sua estrutura democrática e econômica em níveis de formação. Em países mais estruturados, onde já existe um robusto setor de conglomerados empresariais, bancário e de produção, não há espaço para golpes como alguns sonhavam. Ninguém quer pagar o preço dos efeitos colaterais danosos de uma situação assim. Nem Bolsonaro.

Realmente foi uma carta inesperada e surpreendente. E, para o curto prazo do país, certamente foi a melhor escolha. Ao se analisar o risco de negociar com o sistema, não há como negar: é extremamente temeroso politicamente. Essa mesa de negociação é suja e ardilosa. Provavelmente, Bolsonaro acaba de abrir mão dos seus planos de reeleição e tentará terminar seu mandato com capacidade de indicar um sucessor. Esse novo cenário abre, agora sim, chances para uma terceira via, com muitas possibilidades de ser alguém do centro. Para o país, pode ser uma boa alternativa. De qualquer maneira, se Bolsonaro se mantiver com essa postura, estará salvado a nação da volta da esquerda ao poder. E só isso, somente isso, já é um ato de heroísmo digno de elogios. O centro, apesar de ser formado pelos políticos que tem mais apetite pelo poder, não é tão insensato como os esquerdistas, pois eles sabem que para ter paz política, é preciso um país estável e próspero. Muito ao contrário da esquerda, que leva o povo à miséria para depois escravizá-lo. Sejam quais forem os acontecimentos das próximas semanas, uma coisa é certa: ficou tudo muito interessante! De qualquer maneira, se a esquerda está nervosa com o que o presidente fez, é sinal de que vai ser bom para todo o povo brasileiro.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Por que essa revolta?

 


Hoje, vejo muitas pessoas inconformadas com a polarização política no país. Muitos nos questionam que essa guerra é uma criação do governo atual, e que isso só vai trazer mais crise e inflação e desemprego para todos. Pedem que busquemos a convergência de opiniões e o arrefecimento dos ânimos para evitar o pior. Entretanto, é necessário fazer uma breve recapitulação das duas últimas décadas para tentar entender o contexto dessa situação. Para entender MESMO seria necessário fazer isso com as últimas 6 décadas, mas duas bastam aqui.

Vamos lembrar que esse é um fenômeno novo no país. Quando Lula foi eleito, isso não existia. Não havia um grupo de conservadores fazendo passeatas e manifestações contra o PT. Na verdade, muitos deles, inclusive, votaram no Lula. É um reflexo do domínio cultural e institucional longamente planejado pela esquerda, que culminou em formadores de opinião adeptos ao governo petista. Os conservadores, apesar de maioria, estavam sonolentos e cuidando das suas vidas, das suas empresas, dos seus empregos e das suas famílias. Nós só queríamos continuar fazendo isso e, se possível, jamais se envolver com política. Portanto, Lula governou tranquilo e em um cenário extremamente positivo para fazer política.

Entretanto, as coisas começaram a se desenrolar e vimos que não poderiam acabar bem. Rapidamente os escândalos de corrupção começaram a aparecer. Primeiro o mensalão, depois deputados presos com dólares na cueca. Aí, o aparato do estado começou a crescer a sufocar esses conservadores com impostos, legislação abusiva, controle estatal e mais corrupção. Os sindicatos começaram a dominar o país e as ações trabalhistas se tornaram regra. Pequenos empresários se viram muitas vezes sendo extorquidos por fiscais corruptos ou sendo obrigados a fazer acordos trabalhistas sem ter havido qualquer irregularidade, simplesmente porque o sistema era assim. Quando a crise começou a aumentar, vimos políticos reajustando seus salários, políticos de carreira votando em mais benefícios para si próprios. Enquanto o povo amargurava na fila do desemprego, ou empresários sofriam para conseguir crédito, via-se notícias de que o BNDES, ao invés de investir no país, emprestava dinheiro para Cuba, Venezuela e países amigos do governo. Os juros foram às alturas e qualidade de vida foi caindo cada dia mais. Os pais notaram que a educação dos seus filhos já não era a mesma e os cristãos viram sua fé ser atacada com militantes enfiando crucifixos - o maior símbolo da sua fé - no orifício anal. Vimos a liberdade individual começar a ser atacada, o crescimento do politicamente correto tomar conta do cotidiano e, de repente, tínhamos que pensar duas ou três vezes antes de dizer qualquer frase em público. Vimos artistas consagrados arrecadando milhões em verbas públicas ao mesmo tempo que pequenos projetos eram ignorados. Vimos a criminalidade aumentar, junto com os homicídios e com a impunidade. Vimos políticos condenados saírem impunes e voltar ao poder. E foi assim, nessa sequência de acontecimentos que os conservadores começaram a dizer: OPA!!! AÍ JÁ É DEMAIS, NÉ? Quando, aos poucos as pessoas começaram a se questionar, surgiu uma mídia independente que aflorou ainda mais essa visão. Canais como o Terça Livre ou o Brasil Paralelo trouxeram informações que não se via na grande mídia. E, ainda que aos trancos e barrancos, essas pessoas perceberam que havia uma visão alternativa dos fatos e até mesmo da história do país. E o que aconteceu? Esses canais começaram a ser sufocados pelo estado e seu direito de expressão cerceado através de abusos legais. Alguns foram presos. Alguns ainda estão presos!!!

Foi essa sequência de acontecimentos que nos trouxe até aqui. É isso que estimula pessoas comuns a arriscarem seu bem-estar parar lutar por algo que acreditam. É isso que os faz sair de casa.  O movimento conservador não tem estrutura alguma. É formado por jornalistas independentes, por tias do zap, e pessoas sem nenhum aparato financeiro. Isso até prejudica, pois não há uma centralização, um projeto ou objetivos claros, como há na esquerda. Por vezes essas pessoas acabam compartilhando notícias falsas, não por maldade, mais por puro desconhecimento, e isso acaba prejudicando a causa como um todo. E vai continuar acontecendo porque são pessoas simples, comuns que querem apenas voltar a viver suas vidas sem ser escravizadas pelo estado. Essa luta vai continuar, mas nunca podemos nos esquecer porque começou. Quem acordou essas pessoas foi a esquerda, com sua política corrupta e utópica. E vai demorar muito para voltarmos a dormir.

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

E agora?

 


Tivemos nesse dia 07 de setembro uma das maiores manifestações populares que esse país já viu. Goste ou não, é impossível lutar contra as imagens. Foram milhões de pessoas às ruas expressar seu descontentamento acumulado de anos ou décadas com um sistema corrupto e imoral que governa o país. Se engana quem pensa que as manifestações foram somente de apoio ao Presidente Bolsonaro. Mas, de uma maneira que não poderia ser diferente, é na personalidade dele que essas pessoas acabaram por depositar suas esperanças. À sua maneira, Bolsonaro se personificou numa capa de herói e grande parte da população acreditou nesse ideal e faz um grande esforço para demonstrar isso. Até onde isso é verdade? Só o tempo dirá. Bolsonaro não é um novato na política, e tem rusgas no seu passado político que deixam sua imagem exposta. Entretanto foi quem aceitou o desafio bater de frente com esse sistema e desafiá-lo. Algo que ninguém teve coragem até então. Até mesmo Lula, que prometia faze-lo, se entregou de bandeja e acabou comprando o direito de governar e criar seu projeto de perpetuação no poder, o que sabemos, não deu muito certo. Mas e agora? Quais serão as próximas jogadas e o que o futuro nos reserva? Não adianta ser fantasioso nesse momento: num curto prazo, a turbulência será grande e nada de bom acontecerá para a população. No médio e longo prazo, os próximos meses dirão se vamos rumar para a liberdade ou para a “venezuelização”. Explicarei a seguir:

Hoje, exatamente hoje, dia 08 de setembro, é o dia do governo Bolsonaro em que ele possui maior força política. Essa força não vem dos seus aliados ou grupos criados na câmara ou no senado, mas da força que as manifestações de ontem mostraram. Por mais que muitos neguem, todos viram o povo se posicionando, e, por mais que se façam de cegos, os políticos não o são. Então, caso Bolsonaro queira ter uma sobrevida política e ter chances de continuar no poder, ele precisa agir com rapidez e eficiência. As demandas apresentadas nas manifestações precisam caminhar, e o país precisa voltar aos trilhos. Para isso, o Presidente precisa ser cirúrgico. Uma ruptura muito brusca com os demais poderes jogará o país num caos econômico e grande instabilidade jurídica (maior ainda?). Nenhum dos outros players do poder abrirá mão dos privilégios sem lutar. Portanto, Bolsonaro precisa escolher rápido quem são os principais alvos e ataca-los com força e determinação, ao mesmo tempo que faz alianças com os demais para não ser engolido ou até assassinado. A primeira opção foi dar mais tempo aos poderes para se organizarem, e isso foi uma sábia jogada. Afinal, já dizia Sun Tzu em “A Arte da Guerra”: “Numa batalha, não encurrale o inimigo. Deixe sempre uma saída. Senão, não restará outra alternativa a não ser lutar pela própria vida. Então, cada soldado inimigo valerá por dez dos seus.”. É hora dos ministros do STF entenderem que boa parte dos seus pares está corrompida e agir para que a instituição se mantenha, ou será o fim desse poder, que deverá ser refundado, com novas regras para evitar indicações políticas e privilegiar o conhecimento jurídico e o histórico profissional. Caso Bolsonaro perca tempo demais protelando suas ações mais urgentes, veremos esse clamor popular esfriar e a população não o verá mais como representante legítimo das suas demandas. Esse será o fim do seu mandato e veremos um novo processo de impeachment acontecer, mais rápido e mais cruel para o país que os dois anteriores, ou teremos um ano de 2022 sem vida, apenas aguardando o resultado das eleições, que já saberemos com antecedência: a derrota de Bolsonaro e o fim da sua carreira política.

Nos dois cenários apresentados, como dito, nada de bom haverá para a população. A economia continuará patinando, o desemprego vai aumentar e não veremos horizonte seguro nos próximos meses. Se Bolsonaro vencer, e se ele diz a verdade nos seus pronunciamentos, poderemos almejar um país livre, produtivo e em crescimento nos próximos anos. Poderemos sonhar com liberdade de expressão, fomento do empreendedorismo, criação de empregos e aumento da renda. Caso Bolsonaro seja derrotado, veremos a volta da esquerda, o retorno dos projetos utópicos que levarão o país a mais décadas perdidas, crescimento da máquina pública, corrupção generalizada, fome, desemprego e um processo de "venezuelização" acelerado. E não se iludam! Hoje, não há terceira opção. Não há terceira via.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Eis a Democracia

 


Enfim, após muita discussão, engajamento popular, manifestações, e até apoio pessoal e insistente por parte do próprio Presidente da República, ontem esteve nas mãos dos deputados o projeto sobre a melhoria do sistema de votação eletrônica no país. E ele foi enterrado, praticamente sem chances de voltar a ser discutido num curto prazo. Não adianta, agora, reclamar, discutir, chorar. Foi um processo democrático, que respeitou o nosso sistema republicano e essa foi a decisão. Fim! Espero, inclusive, que esse seja o posicionamento do Presidente Jair Bolsonaro a partir de agora.

Mas, como em toda grande derrota, ficam lições valiosas que servirão de aprendizado. A primeira lição é de que vivemos numa democracia, e ela deve ser defendida com todas as forças. É o melhor sistema de governo até que se prove o contrário (cuidado com o que vocês pedem bradando EU AUTORIZO). A nossa, particularmente, não funciona da maneira ideal, mas isso não é culpa do sistema em si, e sim das pessoas que são eleitas para representar a população. Esse fato leva a segunda grande lição: preste bem atenção nos deputados que prometeram algo na campanha e mudaram de posição na última hora. Muitos eram a favor da implementação do voto impresso e mudaram de opinião pura e simplesmente porque, caso o projeto fosse aprovado, significaria uma grande vitória ao Presidente. Sendo assim, esses deputados abdicaram de suas posições e promessas em prol de interesses políticos. Creio que, sendo assim, não são os melhores representantes para tratar dos interesses da população. A terceira lição é sobre quem realmente manda no país: A câmara dos deputados e o STF. O cargo de Presidente fica cada vez mais vazio e Bolsonaro praticamente não tem ferramentas para agir no legislativo, o que, se pensarmos um pouco, faz muito sentido. Portando, se queremos um país melhor, é na Câmara de Deputados que devemos ficar de olho, pois eles, em colegiado, tem poderes quase que absolutos. Mais um grande motivo para que todos que se preocupam com o futuro da nação, foquem seus esforços para a continuidade da renovação da casa. Sobre o STF, é melhor não escrever nada para esse texto não ser censurado. Mas já deu pra ter uma idéia do tamanho do poder dos ministros, né?

Sobre o sistema de votação em si, não existe muito mais o que fazer. A eleição será nas urnas eletrônicas ultrapassadas e sem impressão de voto que permita auditorias dos resultados. Entretanto, é certo que não serão eleições comuns e a população estará atenta para fraudes. Só isso já é uma grande vitória. Creio que para melhorar ainda mais a situação, seria importante a iniciativa privada investir em levantamentos e pesquisas de intenção de votos antes e no dia da eleição (boca de urna). Ainda desconheço como a legislação trata esse assunto, mas é um fato que os institutos de pesquisa perderam completamente a credibilidade e somente uma ação privada pode nos dar uma base para analisar se os resultados apurados convém com a realidade. É importante, inclusive, que sejam feitos levantamentos sobre intenção de votos para deputados, pois, se existe de fato alguma chance de fraude, ela não será para a Presidência da República, e sim para a câmara de deputados, que, como já dito, são quem realmente manda no país.


quarta-feira, 21 de julho de 2021

Urna Eletrônica: Uma questão de evolução

 


O debate acerca da inclusão do processo de impressão dos votos segue acalorado nas redes sociais e entre políticos e formadores de opinião. As eleições de 2022 se aproximam e o tempo fica cada vez mais curto para que uma decisão seja tomada a tempo. E algumas perguntas seguem sem respostas: Por que devemos implementar esse recurso? O investimento valeria a pena? Existe fraude no nosso sistema atual?

É importante se ater ao fato de que a urna eletrônica, criada na década de 90, passou por uma série de melhorias e evoluções nessas três décadas. A urna que o Brasil utiliza é a da primeira geração, e já existem outras duas gerações de urnas disponíveis no mercado. A questão é que as urnas evoluíram para oferecer a possibilidade de impressão de votos – entre outras medidas de segurança –, uma vez que diversas nações se recusaram a implantar o sistema exatamente porque sentiram nele ausência da segurança necessária no processo. A Alemanha, inclusive, declarou a urna eletrônica de primeira geração inconstitucional no país, por não atender o Princípio da Publicidade no processo eleitoral, isto é, por não permitir ao eleitor conferir o destino do seu voto sem precisar de conhecimento técnico especializado. Portanto, implantar essa melhoria, hoje, se justifica pelo fato de que nosso sistema de votação está claramente obsoleto, e, uma vez que é a única opção de votação para o povo brasileiro é de se entender que se mantenha a busca pelo sistema mais eficiente e confiável.

Sobre a existência de fraudes no sistema eleitoral brasileiro, é preciso aceitar que não existem provas palpáveis o suficiente para apontá-lo como inseguro. Inclusive, profissionais que trabalham na linha de frente da organização das eleições são taxativos ao defender a segurança do modelo atual. O que sobram são quase que teorias da conspiração, onde se põe em dúvida as esferas mais altas na organização estatal, que poderiam adulterar o resultado dos votos. Somente isso, claramente é insuficiente para bancar uma posição acusatória contra o TSE ou até o STF. Entretanto, o simples fato de existir uma crescente dúvida popular já deveria bastar para que o país busque deixar o processo mais transparente e confiável, através de esclarecimentos convincentes à população ou de melhoria do sistema. Não é necessário dizer aqui, que palavras não bastam.

São muitos os desafios que vem junto com a implantação do voto impresso. A logística teria que ser aprimorada e o aparato de segurança aumentado, e este também é mais um problema a ser resolvido. E problemas significam aumento de verbas. Mas, mais uma vez: Todo esforço no sentido de oferecer transparência no nosso principal símbolo da democracia deve ser feito. Portanto, a questão da melhoria sistema eleitoral não pode ser baseada apenas na opinião ou torcida pelo político A ou B. A luta principal é pela transparência no sistema e garantia da confiança popular nos resultados aferidos. Caso ela não exista, não temos motivos para ter eleições.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Brasil, o país da malandragem.

 


“O brasil é um país do futuro”. A expressão criada por Stefan Zweig, judeu alemão radicado no RJ para fugir do nazismo na década de 40, se tornou popular no país e, com razão, trazia junto dela grande otimismo para o futuro da nação. Afinal, o Brasil é um país continental, com um povo trabalhador e com condições climáticas e geográficas que propiciam possibilidades infinitas de produção e progresso. Mas passadas sete décadas desde então, o Brasil continua a ser o país do futuro, e talvez esse futuro nunca chegue. Esse mesmo povo trabalhador, que na década de 70, tinha no ensino fundamental disciplinas como Latim, Técnicas Comerciais, Educação Moral e Cívica, além de aprender equações complexas de matemática, hoje chega ao fim do ensino médio (alguns do ensino superior) sem saber sequer operações matemáticas básicas, assim como não conseguem interpretar um texto simples. Durante esse tempo, o povo brasileiro passou por um processo de idiotização com a escola “Paulofreiriana” e viu a produtividade, salários e poder de compra, se estagnarem durante os anos. Mais que isso, nosso povo foi apresentado à cultura da malandragem, do jeitinho brasileiro, da corrupção e da impunidade. O brasileiro não tem hoje nenhuma confiança nas suas instituições e nos seus representantes e o país está à deriva num mar cheio de tubarões, num navio sem capitão.

Hoje o brasil é o país da malandragem, onde fazer o errado acaba sendo premiado. É mais vantajoso ser esperto por aqui. Empregados procuram jeitinhos para dobrar seus patrões porque a lei os protege, e o os patrões “espertos”, também procuram brechas para prejudicar seus empregados, porque, pasmem, a lei também os protege, se forem espertos o suficiente. O Brasil é o país do esquema, do “toma lá dá cá”, onde as pessoas só fazem algo pensando no que vão ganhar com isso. É o país que impõe dificuldades para vender facilidades, em que fiscais do Estado vão procurar incansavelmente um motivo para arrancar uma propina do cidadão. O Brasil é o país da corrupção, onde quem rouba milhões dos cofres do estado fica tranquilo atrás do aparato jurídico muito bem pago e do jogo das instâncias. Políticos por aqui, podem até assassinar pessoas que continuam desfilando pelos corredores das casas legislativas. O Brasil é o país que o poder judiciário assume a vez do poder executivo e legislativo, praticamente tomando todo o poder para si, e que os juízes são praticamente deuses na terra e ninguém os detém.

O povo brasileiro assiste tudo isso incrédulo, mas sem deixar de perceber que a impunidade reina por aqui. E num país onde não existe punição, por que seguir as leis? Só idiotas fariam isso! E assim esse povo segue se tornando mais corrupto e mais malandro. Nenhum país nessas condições pode almejar o título de “pais do futuro”. Nunca será! Até poucos anos atrás, nosso principal problema era econômico. Com algumas reformas que levassem ao aumento de produtividade e competitividade, nosso país poderia deslanchar e alcançar benefícios incríveis para toda a população, mas hoje, nosso principal problema começa a ser outro: o caráter do seu povo. Se as condições não mudarem rapidamente, o nível de corrupção, esperteza e malandragem do povo brasileiro vai aumentar consideravelmente. E quem não aprender e aceitar e as regras do jogo, não terá vez por aqui.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Olavo tinha razão!

 


Em 2018, com Bolsonaro vencendo as eleições para presidente, e com vários políticos novos que se diziam conservadores, a direita brasileira ficou em polvorosa. Após 30 anos da nova constituição, seria a primeira vez que o Brasil teria um governo, de fato de direita. Melhor ainda, seria o fim da hegemonia da esquerda e o do seu principal partido, o PT. A nova gestão prometia o fim do esquema político brasileiro baseado na troca de favores e corrupção generalizada, além de grandes reformas no sistema político, econômico e legislativo do país. Os conservadores também prometiam dar um fim à agenda ideológica implantada pela esquerda, que dominou as instituições brasileiras formando uma base sólida e quase intransponível. À parte disso, apesar de compartilhar de boa parte do otimismo, o filósofo Olavo de Carvalho, não se mostrava tão otimista quanto a essas pautas, e alertava diariamente sobre as fragilidades do governo e dos desafios que iria enfrentar.

Olavo dizia que a vitória nas eleições era extremamente prematura e inesperada, e que sem uma base sólida e um projeto a longo prazo, o Governo poderia se perder rapidamente caso não tomasse medidas urgentes para se organizar. Para isso, sempre mostrava como a esquerda brasileira se preparou por mais de 40 anos para assumir o poder. Foi um trabalho longo, de formação das bases e com claros objetivos a longo prazo. A direita, recém-eleita, tinha apenas um amontoado de políticos, muitos no primeiro mandato e que pouco ou nada conheciam das entranhas do poder e das burocracias do governo. Além disso, muitos desses políticos poderiam mostrar a verdadeira cara rapidamente e se virar contra o governo, passando a ser oposição. Olavo tinha razão, e quase tudo que previu, aconteceu.

Sem uma base sólida o governo Bolsonaro nunca teve a tal governabilidade para tomar decisões e colocar pautas importantes em votação. Desde o início foi travado pelo poder legislativo e judiciário, e hoje, são esses dois que comandam o país. A base dita conservadora se dissipou e cada um luta apenas pelos seus próprios interesses, e a onda otimista de direita perdeu boa parte da força e apoio popular com as constantes denúncias de desmandos do passado da cúpula do poder, em principal, da família do Presidente. Olavo também sempre alertou que, mais importante que o cargo de presidente para a direita, seria ter sob sua influência, ao menos um grande editorial de jornal, pois somente assim poderia refutar o bombardeio que seria feito pela mídia. Os ataques vieram, e nunca existiu um contraponto à altura. Pior, o governo fez o que prometeu, cortando as milionárias verbas que historicamente sempre compraram os noticiários, e assim ganhou um inimigo poderoso.

A pandemia do Coronavírus veio e contribuiu ainda mais para minar o governo, que hoje agoniza com quase nenhum poder de decisão sobre os rumos do país. Bolsonaro se segura fazendo alianças com todos, e tentando brecar os ministros do STF, o que tem se mostrado em vão. O país se encontra numa situação muito parecida com o que era o governo Dilma nos seus últimos meses, sem expectativas e sem esperança. Olavo chegou ainda a dizer o que seria necessário para a direita brasileira fazer frente a esquerda e assim conseguir governar o país: um longo trabalho de formação e educação das pessoas, mostrando a verdade e os fatos; Formação de base popular de apoio; Projeto onde os principais personagens se mantivessem fiéis e alinhados aos objetivos; Controle ou ao menos influência sobre as instituições e a mídia; Aparato jurídico de enfrentamento das calúnias e mentiras disseminadas pela oposição; Clara e constante comunicação com a população para que os fatos fossem esclarecidos e divulgados. A esquerda, à sua maneira, fez tudo isso. A direita, não!


sexta-feira, 5 de março de 2021

Os números não mentem. A mídia sim!

Fonte: Portal das Transparência - Registro Civil.

Neste mês de março, completamos pouco mais de um ano da chamada Pandemia do COVID 19. O que vimos nesse período foi um completo caos mundial, com países restringindo as liberdades da população, fechando empresas, e obrigando pessoas a ficar trancadas em casa. Muito disso foi sustentado com o argumento da gravidade e letalidade da doença. No Brasil, um youtuber e blogueiro foi alçado ao status de especialista no assunto e sua previsão de “1 milhão de mortos até Agosto de 2020” foi utilizada amplamente pela mídia para convencer a população a aceitar todos os abusos que viriam a seguir, afinal, se esses números realmente se confirmassem, um verdadeiro massacre aconteceria. Com a chegada de 2021, e com os números do ano anterior à disposição, a verdade vai aparecendo, e o mais grave: fica cada vez mais claro que o número de vítimas relacionadas à COVID 19 pode ter sido inflado propositalmente, com objetivo de manter a população alarmada e derrubar governos com viés conservador, como nos EUA e no Brasil, curiosamente, os países mais “afetados” pela pandemia.

Para se ter uma ideia do panorama geral, é preciso buscar informações que estão cada vez mais difíceis de se encontrar, mas não impossível – ainda. Uma análise pode ser feita se comparando a evolução do número de óbitos total no país nos últimos anos. A primeira coisa a se notar é que, historicamente, o número de óbitos sempre aumenta de um ano para o outro. Essa é uma tendência, visto que a população está mais numerosa e envelhecendo. Outro detalhe é que a variação do número de óbitos apresenta picos em determinados anos. No caso dos últimos 5 anos, isso aconteceu ano sim, ano não – e provavelmente aconteceria novamente. A verdade é que para o ano de 2020 já deveria ser esperado um número de óbitos bem próximo do que aconteceu. Ora, se temos uma pandemia que vitimou 196 mil pessoas somente ano passado como dizem os números informados pela mídia, era de se esperar os 1.262.079 óbitos de 2019, acrescido da já esperada variação anual, que tem uma média de 8,84% nos últimos anos, mais os quase 200 mil originados pela pandemia, um número final que deveria ser de aproximadamente 1.570.000 mil óbitos no país. Entretanto, o que vemos é uma curva natural na evolução, com uma pequena anomalia, mas nada que justifique a caos que o país se encontra. Nem sequer o aumento simples de 2019 para 2020 (188.695) atinge o valor de 196 mil óbitos informados. Ou seja: algo de muito errado existe nesses números, ou estamos vendo um caso único de mudança de uma tendência sem motivo algum.

Ainda é preciso considerar que milhares de pessoas no país ficaram sem receber tratamento ou acompanhamento ideal por doenças, como o câncer, vindo a falecer, e outras milhares podem ter deixado de ser diagnosticadas, e virão a sofrer as consequências num futuro próximo. Somado a isso, temos a grave crise econômica e o flerte com um colapso financeiro, que se torna cada vez mais ameaçador, com milhares de empresas falidas e milhões de desempregados nas ruas. É inegável que o COVID 19 mata e é uma doença grave. Inclusive, nas últimas semanas, depois de vencida a luta contra os protocolos de tratamento precoce, os casos parecem ter se agravado e as UTIs de todo o país estão lotadas. Mas quanto a COVID 19 é letal? Qual a gravidade real e sua taxa de mortalidade? Era realmente necessário e eficiente fazer lockdowns, prender empresários e pessoas por caminhar nas ruas? Certamente deveríamos ter nos cuidado, talvez até mais. Entretanto, os números e as mentiras contadas pela mídia se tornam cada mais evidentes!


terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

O favor de Karol Conká e do BBB.

 


Todo início de ano é a mesma coisa: muitos fãs aguardando o Big Brother Brasil, e muitos inconformados por um programa tão fútil ganhar um destaque de tamanhas proporções. Esse ano não foi diferente, entretanto o programa tem recebido uma atenção extra, inclusive daqueles que sempre repudiaram a atração. Entre os fatores que inflam a audiência estão as discussões acaloradas sobre temas em grande debate atualmente, como preconceito, racismo, abuso, machismo e sexualidade. Também chama a atenção a transparência com que os participantes são expostos, ficando claro seus interesses, estratégias, e como se utilizam de temas que são tabus sociais para ganhar vantagem e manipular psicologicamente os demais. O grande expoente desses “estrategistas” é a cantora Karol Conká. A participante faz um verdadeiro terror psicológico na cabeça dos seus companheiros de casa. Manipula, conspira, trai, tira proveito, faz tortura psicológica, mente, cria narrativas e situações e tem feito um verdadeiro reboliço dentro da casa. Por ser assim, e por suas ações serem tão claras para o público que observa de fora da casa, Karol passou a ser odiada por quase unanimidade nas redes sociais e é grande o apelo popular pela sua eliminação ou até mesmo expulsão. Mas uma questão fica: Se ela consegue enganar seus adversários, como seria se não tivéssemos as câmeras para mostrar a realidade? Seriamos manipulados facilmente por ela também?

A verdade é que Karol faz um favor a todos mostrando claramente seus lados mais obscuros. Mostra como pessoas podem ser ruins e manipuladoras, se escondendo atrás de um personagem carismático e com status social. Ela ainda escancara a loucura que vivemos atualmente, com pautas extremamente legítimas sendo utilizadas para alguns ganharem vantagens ou manipular as pessoas e a opinião pública. Não é de agora que se aproveitam de temas como racismo, preconceito, feminismo, e diversos abusos para ganhar destaque ou para cancelar adversários. Também está cada vez mais insuportável o clima de acusação constante, como se brancos devessem pedir desculpas a negros o tempo todo pelo histórico escravocrata que o Brasil carrega, ou a comunidade LGBT que tenta empurrar sua sexualidade goela abaixo de quem é heterossexual, tentando até mesmo que as palavras dos dicionários sejam revisadas, assim como os pronomes, segundo eles, para evitar qualquer tipo de preconceito. Personagens históricos ou programas de TV e filmes estão sendo cancelados ou revisados pela patrulha social, que o tempo todo aponta o dedo para uma nova vítima e faz campanha para que a história seja apagada e esquecida, ou para que a reputação de pessoas sejam destruídas, se esquecendo que a história é importante para aprender lições e não repetir erros, e que a opinião das pessoas é essencial para a democracia, por mais que sejam discordantes. É a indústria do cancelamento!

A grande verdade é que ninguém aguenta mais essa campanha progressista que procura o tempo todo importunar a vida das pessoas. Todos reconhecem e se preocupam com as desigualdades sociais e com abusos de todos os tipos, mas as pessoas buscam tranquilidade e paz, e não gostam de ser acusadas e forçadas a mudar comportamentos e costumes o tempo todo. Nesse ponto, Karol Conká e o BBB estão ajudando a mostrar, até mesmo para os mais adeptos dessas pautas, o quão insuportável eles são. Estão notando como os temas pelos quais dizem lutar, podem facilmente ser manipulados e usados por pessoas que tenham más intenções, como políticos, artistas e influenciadores. Estão vendo inclusive, que seus ídolos e referências, não são bem os melhores exemplos de caráter, ética, igualdade e justiça social que pregam. Esperamos que aprendam com essa dura lição, assimilem o tapa na cara, e passem a ser mais compreensivos e menos ditadores de regras, pois essa pressão constante somente deslegitima essas lutas, que sim, tem grande importância e relevância social, mas tudo tem limites. 

 

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