sexta-feira, 16 de abril de 2021

Brasil, o país da malandragem.

 


“O brasil é um país do futuro”. A expressão criada por Stefan Zweig, judeu alemão radicado no RJ para fugir do nazismo na década de 40, se tornou popular no país e, com razão, trazia junto dela grande otimismo para o futuro da nação. Afinal, o Brasil é um país continental, com um povo trabalhador e com condições climáticas e geográficas que propiciam possibilidades infinitas de produção e progresso. Mas passadas sete décadas desde então, o Brasil continua a ser o país do futuro, e talvez esse futuro nunca chegue. Esse mesmo povo trabalhador, que na década de 70, tinha no ensino fundamental disciplinas como Latim, Técnicas Comerciais, Educação Moral e Cívica, além de aprender equações complexas de matemática, hoje chega ao fim do ensino médio (alguns do ensino superior) sem saber sequer operações matemáticas básicas, assim como não conseguem interpretar um texto simples. Durante esse tempo, o povo brasileiro passou por um processo de idiotização com a escola “Paulofreiriana” e viu a produtividade, salários e poder de compra, se estagnarem durante os anos. Mais que isso, nosso povo foi apresentado à cultura da malandragem, do jeitinho brasileiro, da corrupção e da impunidade. O brasileiro não tem hoje nenhuma confiança nas suas instituições e nos seus representantes e o país está à deriva num mar cheio de tubarões, num navio sem capitão.

Hoje o brasil é o país da malandragem, onde fazer o errado acaba sendo premiado. É mais vantajoso ser esperto por aqui. Empregados procuram jeitinhos para dobrar seus patrões porque a lei os protege, e o os patrões “espertos”, também procuram brechas para prejudicar seus empregados, porque, pasmem, a lei também os protege, se forem espertos o suficiente. O Brasil é o país do esquema, do “toma lá dá cá”, onde as pessoas só fazem algo pensando no que vão ganhar com isso. É o país que impõe dificuldades para vender facilidades, em que fiscais do Estado vão procurar incansavelmente um motivo para arrancar uma propina do cidadão. O Brasil é o país da corrupção, onde quem rouba milhões dos cofres do estado fica tranquilo atrás do aparato jurídico muito bem pago e do jogo das instâncias. Políticos por aqui, podem até assassinar pessoas que continuam desfilando pelos corredores das casas legislativas. O Brasil é o país que o poder judiciário assume a vez do poder executivo e legislativo, praticamente tomando todo o poder para si, e que os juízes são praticamente deuses na terra e ninguém os detém.

O povo brasileiro assiste tudo isso incrédulo, mas sem deixar de perceber que a impunidade reina por aqui. E num país onde não existe punição, por que seguir as leis? Só idiotas fariam isso! E assim esse povo segue se tornando mais corrupto e mais malandro. Nenhum país nessas condições pode almejar o título de “pais do futuro”. Nunca será! Até poucos anos atrás, nosso principal problema era econômico. Com algumas reformas que levassem ao aumento de produtividade e competitividade, nosso país poderia deslanchar e alcançar benefícios incríveis para toda a população, mas hoje, nosso principal problema começa a ser outro: o caráter do seu povo. Se as condições não mudarem rapidamente, o nível de corrupção, esperteza e malandragem do povo brasileiro vai aumentar consideravelmente. E quem não aprender e aceitar e as regras do jogo, não terá vez por aqui.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Olavo tinha razão!

 


Em 2018, com Bolsonaro vencendo as eleições para presidente, e com vários políticos novos que se diziam conservadores, a direita brasileira ficou em polvorosa. Após 30 anos da nova constituição, seria a primeira vez que o Brasil teria um governo, de fato de direita. Melhor ainda, seria o fim da hegemonia da esquerda e o do seu principal partido, o PT. A nova gestão prometia o fim do esquema político brasileiro baseado na troca de favores e corrupção generalizada, além de grandes reformas no sistema político, econômico e legislativo do país. Os conservadores também prometiam dar um fim à agenda ideológica implantada pela esquerda, que dominou as instituições brasileiras formando uma base sólida e quase intransponível. À parte disso, apesar de compartilhar de boa parte do otimismo, o filósofo Olavo de Carvalho, não se mostrava tão otimista quanto a essas pautas, e alertava diariamente sobre as fragilidades do governo e dos desafios que iria enfrentar.

Olavo dizia que a vitória nas eleições era extremamente prematura e inesperada, e que sem uma base sólida e um projeto a longo prazo, o Governo poderia se perder rapidamente caso não tomasse medidas urgentes para se organizar. Para isso, sempre mostrava como a esquerda brasileira se preparou por mais de 40 anos para assumir o poder. Foi um trabalho longo, de formação das bases e com claros objetivos a longo prazo. A direita, recém-eleita, tinha apenas um amontoado de políticos, muitos no primeiro mandato e que pouco ou nada conheciam das entranhas do poder e das burocracias do governo. Além disso, muitos desses políticos poderiam mostrar a verdadeira cara rapidamente e se virar contra o governo, passando a ser oposição. Olavo tinha razão, e quase tudo que previu, aconteceu.

Sem uma base sólida o governo Bolsonaro nunca teve a tal governabilidade para tomar decisões e colocar pautas importantes em votação. Desde o início foi travado pelo poder legislativo e judiciário, e hoje, são esses dois que comandam o país. A base dita conservadora se dissipou e cada um luta apenas pelos seus próprios interesses, e a onda otimista de direita perdeu boa parte da força e apoio popular com as constantes denúncias de desmandos do passado da cúpula do poder, em principal, da família do Presidente. Olavo também sempre alertou que, mais importante que o cargo de presidente para a direita, seria ter sob sua influência, ao menos um grande editorial de jornal, pois somente assim poderia refutar o bombardeio que seria feito pela mídia. Os ataques vieram, e nunca existiu um contraponto à altura. Pior, o governo fez o que prometeu, cortando as milionárias verbas que historicamente sempre compraram os noticiários, e assim ganhou um inimigo poderoso.

A pandemia do Coronavírus veio e contribuiu ainda mais para minar o governo, que hoje agoniza com quase nenhum poder de decisão sobre os rumos do país. Bolsonaro se segura fazendo alianças com todos, e tentando brecar os ministros do STF, o que tem se mostrado em vão. O país se encontra numa situação muito parecida com o que era o governo Dilma nos seus últimos meses, sem expectativas e sem esperança. Olavo chegou ainda a dizer o que seria necessário para a direita brasileira fazer frente a esquerda e assim conseguir governar o país: um longo trabalho de formação e educação das pessoas, mostrando a verdade e os fatos; Formação de base popular de apoio; Projeto onde os principais personagens se mantivessem fiéis e alinhados aos objetivos; Controle ou ao menos influência sobre as instituições e a mídia; Aparato jurídico de enfrentamento das calúnias e mentiras disseminadas pela oposição; Clara e constante comunicação com a população para que os fatos fossem esclarecidos e divulgados. A esquerda, à sua maneira, fez tudo isso. A direita, não!


sexta-feira, 5 de março de 2021

Os números não mentem. A mídia sim!

Fonte: Portal das Transparência - Registro Civil.

Neste mês de março, completamos pouco mais de um ano da chamada Pandemia do COVID 19. O que vimos nesse período foi um completo caos mundial, com países restringindo as liberdades da população, fechando empresas, e obrigando pessoas a ficar trancadas em casa. Muito disso foi sustentado com o argumento da gravidade e letalidade da doença. No Brasil, um youtuber e blogueiro foi alçado ao status de especialista no assunto e sua previsão de “1 milhão de mortos até Agosto de 2020” foi utilizada amplamente pela mídia para convencer a população a aceitar todos os abusos que viriam a seguir, afinal, se esses números realmente se confirmassem, um verdadeiro massacre aconteceria. Com a chegada de 2021, e com os números do ano anterior à disposição, a verdade vai aparecendo, e o mais grave: fica cada vez mais claro que o número de vítimas relacionadas à COVID 19 pode ter sido inflado propositalmente, com objetivo de manter a população alarmada e derrubar governos com viés conservador, como nos EUA e no Brasil, curiosamente, os países mais “afetados” pela pandemia.

Para se ter uma ideia do panorama geral, é preciso buscar informações que estão cada vez mais difíceis de se encontrar, mas não impossível – ainda. Uma análise pode ser feita se comparando a evolução do número de óbitos total no país nos últimos anos. A primeira coisa a se notar é que, historicamente, o número de óbitos sempre aumenta de um ano para o outro. Essa é uma tendência, visto que a população está mais numerosa e envelhecendo. Outro detalhe é que a variação do número de óbitos apresenta picos em determinados anos. No caso dos últimos 5 anos, isso aconteceu ano sim, ano não – e provavelmente aconteceria novamente. A verdade é que para o ano de 2020 já deveria ser esperado um número de óbitos bem próximo do que aconteceu. Ora, se temos uma pandemia que vitimou 196 mil pessoas somente ano passado como dizem os números informados pela mídia, era de se esperar os 1.262.079 óbitos de 2019, acrescido da já esperada variação anual, que tem uma média de 8,84% nos últimos anos, mais os quase 200 mil originados pela pandemia, um número final que deveria ser de aproximadamente 1.570.000 mil óbitos no país. Entretanto, o que vemos é uma curva natural na evolução, com uma pequena anomalia, mas nada que justifique a caos que o país se encontra. Nem sequer o aumento simples de 2019 para 2020 (188.695) atinge o valor de 196 mil óbitos informados. Ou seja: algo de muito errado existe nesses números, ou estamos vendo um caso único de mudança de uma tendência sem motivo algum.

Ainda é preciso considerar que milhares de pessoas no país ficaram sem receber tratamento ou acompanhamento ideal por doenças, como o câncer, vindo a falecer, e outras milhares podem ter deixado de ser diagnosticadas, e virão a sofrer as consequências num futuro próximo. Somado a isso, temos a grave crise econômica e o flerte com um colapso financeiro, que se torna cada vez mais ameaçador, com milhares de empresas falidas e milhões de desempregados nas ruas. É inegável que o COVID 19 mata e é uma doença grave. Inclusive, nas últimas semanas, depois de vencida a luta contra os protocolos de tratamento precoce, os casos parecem ter se agravado e as UTIs de todo o país estão lotadas. Mas quanto a COVID 19 é letal? Qual a gravidade real e sua taxa de mortalidade? Era realmente necessário e eficiente fazer lockdowns, prender empresários e pessoas por caminhar nas ruas? Certamente deveríamos ter nos cuidado, talvez até mais. Entretanto, os números e as mentiras contadas pela mídia se tornam cada mais evidentes!


terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

O favor de Karol Conká e do BBB.

 


Todo início de ano é a mesma coisa: muitos fãs aguardando o Big Brother Brasil, e muitos inconformados por um programa tão fútil ganhar um destaque de tamanhas proporções. Esse ano não foi diferente, entretanto o programa tem recebido uma atenção extra, inclusive daqueles que sempre repudiaram a atração. Entre os fatores que inflam a audiência estão as discussões acaloradas sobre temas em grande debate atualmente, como preconceito, racismo, abuso, machismo e sexualidade. Também chama a atenção a transparência com que os participantes são expostos, ficando claro seus interesses, estratégias, e como se utilizam de temas que são tabus sociais para ganhar vantagem e manipular psicologicamente os demais. O grande expoente desses “estrategistas” é a cantora Karol Conká. A participante faz um verdadeiro terror psicológico na cabeça dos seus companheiros de casa. Manipula, conspira, trai, tira proveito, faz tortura psicológica, mente, cria narrativas e situações e tem feito um verdadeiro reboliço dentro da casa. Por ser assim, e por suas ações serem tão claras para o público que observa de fora da casa, Karol passou a ser odiada por quase unanimidade nas redes sociais e é grande o apelo popular pela sua eliminação ou até mesmo expulsão. Mas uma questão fica: Se ela consegue enganar seus adversários, como seria se não tivéssemos as câmeras para mostrar a realidade? Seriamos manipulados facilmente por ela também?

A verdade é que Karol faz um favor a todos mostrando claramente seus lados mais obscuros. Mostra como pessoas podem ser ruins e manipuladoras, se escondendo atrás de um personagem carismático e com status social. Ela ainda escancara a loucura que vivemos atualmente, com pautas extremamente legítimas sendo utilizadas para alguns ganharem vantagens ou manipular as pessoas e a opinião pública. Não é de agora que se aproveitam de temas como racismo, preconceito, feminismo, e diversos abusos para ganhar destaque ou para cancelar adversários. Também está cada vez mais insuportável o clima de acusação constante, como se brancos devessem pedir desculpas a negros o tempo todo pelo histórico escravocrata que o Brasil carrega, ou a comunidade LGBT que tenta empurrar sua sexualidade goela abaixo de quem é heterossexual, tentando até mesmo que as palavras dos dicionários sejam revisadas, assim como os pronomes, segundo eles, para evitar qualquer tipo de preconceito. Personagens históricos ou programas de TV e filmes estão sendo cancelados ou revisados pela patrulha social, que o tempo todo aponta o dedo para uma nova vítima e faz campanha para que a história seja apagada e esquecida, ou para que a reputação de pessoas sejam destruídas, se esquecendo que a história é importante para aprender lições e não repetir erros, e que a opinião das pessoas é essencial para a democracia, por mais que sejam discordantes. É a indústria do cancelamento!

A grande verdade é que ninguém aguenta mais essa campanha progressista que procura o tempo todo importunar a vida das pessoas. Todos reconhecem e se preocupam com as desigualdades sociais e com abusos de todos os tipos, mas as pessoas buscam tranquilidade e paz, e não gostam de ser acusadas e forçadas a mudar comportamentos e costumes o tempo todo. Nesse ponto, Karol Conká e o BBB estão ajudando a mostrar, até mesmo para os mais adeptos dessas pautas, o quão insuportável eles são. Estão notando como os temas pelos quais dizem lutar, podem facilmente ser manipulados e usados por pessoas que tenham más intenções, como políticos, artistas e influenciadores. Estão vendo inclusive, que seus ídolos e referências, não são bem os melhores exemplos de caráter, ética, igualdade e justiça social que pregam. Esperamos que aprendam com essa dura lição, assimilem o tapa na cara, e passem a ser mais compreensivos e menos ditadores de regras, pois essa pressão constante somente deslegitima essas lutas, que sim, tem grande importância e relevância social, mas tudo tem limites. 

 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Como chegamos nessa situação?



No mundo corporativo, pessoas são alçadas a cargos de liderança de acordo com a meritocracia. Entre os aspectos analisados estão: conquistas profissionais, metas atingidas, comportamento, habilidade em gestão, capacidade de liderar pessoas, respeito adquirido, conhecimento técnico, produtividade, proatividade. resiliência, entre outros. As empresas procuram profissionais com essas qualidades porque buscam a melhoria constante dos resultados, mantendo um ambiente organizacional com fluidez nos processos, harmonia e eficiência. Para um líder ser aceito pelos demais, ele precisa carregar uma bagagem que lhe mantenha em posição sustentável na hierarquia da corporação. Quando essa regra é quebrada, começam a existir ruídos e desconfiança, que levam a um desequilíbrio e queda no rendimento geral. Se essa regra é válida para corporações, como é possível que em cargos públicos eletivos, a situação ser tão diferente? Como é possível que nossos líderes, escolhidos pelo próprio povo, possuírem poucas, ou às vezes nenhuma das qualidades citadas acima? Países são, em suma, como grandes corporações. O que muda, basicamente, são os objetivos. Transfere-se o foco do lucro para metas mais subjetivas, como: bem-estar social, justiça, ordem, crescimento sustentável, desenvolvimento.

Exatamente pelo motivo da organização de países ser similar à de grandes corporações, os processos e as exigências para escolher líderes, deveriam ser parecidos. Todavia, o que vemos na realidade não é nada similar. Os líderes escolhidos pelo voto não carregam qualidades objetivas de gestores e nem estão nos seus cargos por meritocracia. A qualidade mais evidente na grande maioria é a capacidade de fazer política em sua forma menos nobre, a politicagem. Com acordos, artimanhas, promessas que nunca serão cumpridas, e muito apadrinhamento, conseguem destaque e votos para chegar ao cargo almejado. Esse sistema nos coloca em uma situação bastante inusitada: em um país com tantas mentes capazes, nos vemos liderados por grandes exemplos de incapacidade. O grande exemplo é o governo atual. Alçado ao poder como uma forma de ruptura com as gestões anteriores, Bolsonaro encabeça um verdadeiro circo em algumas áreas. Falta organização, comunicação, conhecimento técnico, cronograma, fluidez, capacidade de resolver conflitos, entre outros. Por mais que alguns ministérios tenham conseguido trabalhar e alcançar bons resultados, tudo que está próximo ao Presidente é uma verdadeira bagunça, que acaba servindo de munição para a oposição. Antes dele, tivemos Dilma, o mais pitoresco exemplo de incapacidade técnica e organizacional que já vimos. Foi alçada ao poder somente com apadrinhamento, e levou o país ao caos com sua falta de liderança e preparo. Seu padrinho político, Lula, apesar da incapacidade técnica, foi – por mais incrível que possa parecer – o que tinha maior poder de liderança e organização entre os últimos. Infelizmente essa liderança se mostrou comprada ao custo de Bilhões dos cofres públicos, e não com merecimento. E para agravar esse quadro, a incompetência é geral no país, desde menores cargos até os maiores.

Talvez a grande responsabilidade dessa situação, esteja em nosso processo democrático, afinal, em grandes empresas, se o processo de seleção também fosse através do voto, veríamos pessoas incompetentes serem alçadas a cargos de liderança apenas por serem amigos dos maiores grupos dentro da empresa. Mas é no processo democrático que os países encontram a sustentação para a sociedade se manter harmônica. Temos aqui uma situação paradoxal e um impasse na busca de uma solução. Uma opção seria exigir uma qualificação maior para os candidatos terem o direito de concorrer a cargos públicos. É um pequeno risco para uma democracia plena, mas nos colocaria frente a opções melhores na hora de votar. O conhecimento técnico, ficha limpa, reputação ilibada, conhecimento da constituição e leis, bem como o respeito às mesmas, seriam atributos necessários. Algo claramente muito difícil de ser concebido pelos nossos políticos atuais, visto que isso simplesmente daria um fim ao seu direito de continuar na política. É, portanto, um longo caminho, que precisa ser primeiramente entendido pela população e depois discutido com calma. Dessa forma, resta concluir que, infelizmente, teremos ainda muitos Bolsonaros, Dilmas e Lulas pela frente.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Comércio 24 horas

 



Há poucos dias a recém-eleita vereadora de Londrina Jessicão (PP) trouxe à tona um antigo debate com seu projeto permitindo que empresa trabalhem 24 horas na cidade. A lei 11.468/11 de 2011 impõe restrições no horário de funcionamento do comércio e o projeto de lei da vereadora tem a intenção de altera-la permitindo que o comércio geral possa atender 24 horas.

Londrina, mais uma vez se mostra muito atrasada em relação a cidades de porte similar no país. São muitas as localidades que tem mercados atendendo 24 horas já há muito tempo. É fato que não é uma opção viável para a grande maioria dos comércios, por causa dos custos e operação envolvidos, mas o ponto crucial nessa discussão é o simples fato de existir uma lei proibindo àqueles que tem intenção de fazê-lo.  Essa lei de 2011 e outras tantas, como a Lei da Muralha, ou as regras de trabalho aos sábados, cerceiam a livre iniciativa e liberdade dos comerciantes. A análise de viabilidade deveria estar somente a cargo dos empresários e não ao rigor de leis que somente atrasam o tão abalado comercio da cidade.

Outro ponto na discussão é como se daria a remuneração, transporte e segurança dos empregados que iriam trabalhar nesses horários alternativos. Mais uma vez, pontos onde a prefeitura não deveria estar opinando, estando a cargo somente das pessoas envolvidas nas atividades decidirem o que querem fazer ou não. A remuneração correta e cumprimento das normas e CLT é responsabilidade o Ministério do Trabalho. Em caso de falta de mão de obra, a lei de oferta e demanda com certeza faria sua parte aumentando as remunerações e oferecendo benefícios para aqueles que aceitassem trabalhar. Afinal, não são poucas as pessoas que já atravessam jornadas durante a madrugada para atender as necessidades da população: porteiros, garis, médicos, enfermeiros, padeiros, pessoal de manutenção em mercados e shoppings. A questão da aceitação e retorno positivo por parte da população só se daria com a mais tradicional máxima do empreendedorismo: tentativa e erro

Segundo o ranking de liberdade econômica de 2018, o Brasil está em 153º lugar num total de 180 listados, atrás de países como Etiópia (142º), Paraguai (82º) e Chile (20º), além de estar muito longe dos países mais desenvolvidos do mundo, que tem a liberdade econômica como um dos pilares para a construção da sua riqueza. A livre iniciativa, falta de burocracia e facilidade em abrir e trabalhar nas empresas são fatores determinantes na construção de uma sociedade mais rica e justa. As empresas devem ter facilidade para se desenvolver, gerar riqueza, empregos e renda. Essa lei londrinense com certeza contribui para que nosso país esteja tão mal ranqueado.

Todas as cidades brasileiras enfrentam nesse momento uma grave crise na economia, que já vinha ruim e foi piorada pela pandemia do Covid 19. Precisamos mais do que nunca de liberdade para empreender, menos burocracia e leis que atravancam o dia a dia dos empresários. Somente com mais liberdade, o país poderá se recuperar num curto prazo e evitar um colapso total.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Porte de armas e a criminalidade

 


Há alguns dias, um assalto cinematográfico ocorrido na cidade de Criciúma chamou a atenção do país todo. Bandidos fortemente armados sitiaram a cidade, fazendo muitos reféns e atacando postos policiais durante a ação. Em poucas horas conseguiram invadir três agências bancárias e roubar milhões de reais em espécie. O evento trouxa à tona mais uma vez a discussão sobre a liberação do porte de armas para a população e se ele seria eficaz de alguma maneira para evitar esse e outros tantos tipos de crime.

Nesse caso específico, os bandidos eram claramente profissionais do crime e planejaram minuciosamente a ação, ficando claro que seria muito difícil um cidadão comum bater de frente com tamanha força armada e organizada. Entretanto, alguns detalhes no comportamento dos criminosos e no subconsciente humano levam a crer que o porte de armas poderia evitar que tais crimes ocorram. É da natureza humana pesar o bônus e o ônus antes e tomar qualquer decisão. Dessa maneira, criminosos, mesmo que subconscientemente, analisam diversos fatores antes de decidir pela execução ou não de um crime. Por essa análise passam diversos pontos: chance de sucesso; punições em caso de ser pego pelas autoridades; possíveis obstáculos durante a execução. O planejamento detalhado aumenta consideravelmente as chances de sucesso, ao mesmo tempo que nossas leis não oferecem punições exemplares a quase nenhum tipo de crime no país, e a certeza de que a população não tem nenhum tipo de equipamento para se defender, levam os criminosos a ficar cada vez mais encorajados a cometer crimes com uma frequência e audácia cada vez maiores.

Esse raciocínio é válido tanto para grandes crimes, como para os menores, como invasões a domicílio ou assaltos em estabelecimentos comerciais. A quase certeza de que a vítima não pode se defender é um fator de encorajamento para os criminosos. Assim como a simples dúvida plantada na cabeça dele, caso o porte de armas fosse liberado no Brasil, faria com que os criminosos pesassem com muito mais cautela as probabilidades de sucesso antes de cometer delitos. Ou seja: uma população desarmada cria um ambiente propício para o aumento da criminalidade. Outra consequência que a proibição ao porte de armas traz, é que apenas um lado está desarmado, afinal, criminosos não vão até os órgãos públicos registrar suas metralhadoras de grosso calibre ou bazucas antes de cometer crimes. Eles simplesmente adquirem esses armamentos via contrabando e vão às ruas praticar seu ofício.

Claro que o debate sobre a liberação do porte de armas é muito mais complexo que essa análise de poucos fatores, mas ele precisa ser cada vez mais discutido, uma vez que a criminalidade no país aumenta substancialmente e nossas forças policiais não tem capacidade de enfrentamento, tanto pelo volume de crimes, quanto pela sua complexidade. É um direito do cidadão a autodefesa, mas para isso, é preciso que armas estejam disponíveis para aqueles que tenham desejo de obtê-las legalmente.

 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Cicatrizes da CLT

 

Há pouco estava aqui mentalizando como a realidade das relações trabalhistas no Brasil me afetou durante os anos. No início da minha carreira como empreendedor, eu topava qualquer desafio, e o otimismo era marcante em mim. O tempo foi passando, as feridas aparecendo, e as cicatrizes ficando. Eu ainda sou um empreendedor otimista, louco para entrar em um desafio, com disposição de trabalhar horas por dia planejando e depois executando. Tudo pelo prazer de ver uma ideia se tornar realidade e atingir seu objetivo, que é o de satisfazer as necessidades ou desejos das pessoas, e com isso subir as escadinhas do sucesso. Entretanto, quando estou pensando em algo novo (e estou sempre fazendo isso), me vem em mente um problema: os funcionários. O curioso é que os funcionários não deveriam ser um problema, mas a solução e um dos aspectos mais claros do sucesso das empresas. Mas nossas leis e a cultura que foi criada nas relações trabalhistas no Brasil são desanimadores. Infelizmente o ônus e a burocracia que acompanham a contratação de um funcionário devem fazer milhares de sonhadores como eu desistirem de empreender no nosso país todos os anos.

A complexidade na nossa legislação não gera apenas problemas financeiros, mas de comportamento e relacionamento. Não que o financeiro não seja um problema pequeno, visto que o custo real de uma folha de pagamento é tranquilamente 60% maior do que muitos imaginam. Ou seja, um salário de R$ 1000,00 significa um custo real de mais de R$ 1600,00 para a empresa (FGTS, Vale Transporte, Férias, 1/3 Férias, 13º Salário, etc). Mesmo assim, problemas financeiros de empresas se resolvem com soluções práticas. São basicamente números. O que complica mesmo é a quantidade de leis e direitos que cercam a relação trabalhista. Vou enumerar algumas para ficar mais claro:

1- Regras de demissão: Quando a empresa precisa demitir o funcionário ela tem que seguir uma série de regras: Dar aviso prévio (onde o funcionário vai trabalhar descontente), ou pagar uma multa absurda de um salário mensal, além de pagar outra taxa absurda de 50% sobre o saldo do FGTS que já está depositado. Isso pode não fazer sentido algum, mas como disse, são números. Mas você já viu como se comporta algum funcionário que pretende sair da empresa? A grande maioria não pede demissão, pois assim terá seu Fundo de Garantia retido pelo governo. O que ele faz? Solicita um acordo com a empresa para ser demitido (que é ilegal), ou pior ainda, começa a fazer corpo mole e até a prejudicar a empresa e os colegas de trabalho para forçar uma demissão, até que um dos lados é vencido pelo cansaço. Mas nessa altura o desgaste financeiro e emocional já cobrou seu preço.

2- Estabilidades: Existe uma série de situações onde o funcionário tem direito à estabilidade no trabalho, mas a mais conhecida e prejudicial para ambas as partes (vou explicar) é a estabilidade para mulheres grávidas. Não importa se a funcionária está trabalhando na empresa há 3 dias ou há 3 anos. Não importa se já estava grávida quando começou a trabalhar. A estabilidade está garantida e a empresa não pode demiti-la (a não ser por justa causa) durante toda a gravidez e até 5 meses após o parto. Aqui temos um grande dilema: muitas mulheres não querem continuar no trabalho durante ou após a gravidez, o que nos leva a um conflito com as regras de demissão, e a um impasse, onde ambos perdem. Além disso as mulheres são prejudicas perdendo espaço no mercado de trabalho, uma vez que acabam sendo preteridas por algumas empresas frente aos problemas já mencionados.

3-  Restrições de carga horária e dias de trabalho: É bastante conhecido que nossa legislação e as convenções trabalhistas limitam as horas trabalhadas por semana. Até aí tudo bem, afinal, muitas empresas abusariam dos funcionários caso não existissem regras. O problema começa quando ambos estão de acordo em trabalhar mais horas. A empresa por precisar e o funcionário por receber horas extras. Existe um limite de DUAS horas extras por dia, mais que isso é ilegal, mesmo pagando tudo certinho. Também existem os adicionais noturnos e em finais de semana e feriados, que acabam por bagunçar todo o sistema e fazer com que empresas prefiram deixar de trabalhar e produzir nesses horários. Mais uma vez ambos os lados são prejudicados e ninguém ganha com isso, nem mesmo o governo, que deixa de receber impostos com as empresas fechadas.

Esses são apenas três exemplos num gama de centenas de problemas que temos na nossa CLT. Esse mundo burocrático e oneroso acaba por reduzir a produtividade do país, fazendo com que mantenha os péssimos resultados de PIB anual, além de gerar desemprego e pobreza para toda a população. Para que o país se desenvolva é necessário fomentar a criação de empresas, principalmente as pequenas – que geram a maior quantidade de empregos no país –  e incentivar o empreendedorismo, acabando com esse trauma nas relações trabalhistas. Estamos matando nossos comerciantes, empresários e empreendedores. É preciso mudar urgentemente!

 

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Não vai mudar nada na minha vida.

 

A eleição americana ruma para uma conclusão caótica e conturbada. A decisão final deve ficar a cargo da Suprema Corte Americana e muita discussão deve acontecer até lá, inclusive com manifestações violentas e, num cenário mais alarmista, um ensaio de guerra civil. Nesse momento, nada pode ser descartado. O que chama mais a atenção é a complexidade do sistema eleitoral americano e os vários indícios de fraude eleitoral. Muitos estados ainda não terminaram as apurações, mas já aparecem na imprensa com vitória para o Joe Biden. Em apenas uma atualização de contagem, o candidato democrata recebeu mais de 130 mil votos, contra ZERO voto para Donald Trump. Em algumas imagens que estão circulando na internet, mesários aparecem manipulando cédulas de votação de maneira muito suspeita, e a cereja no bolo são os milhares de votos que ainda vão chegar pelos correios. Trump vem avisando há meses que uma fraude poderia existir com esse modelo de votação.

E para nós, brasileiros, o que temos com isso, e porque a mídia brasileira dá tanta atenção à eleição americana? Vejo muitos dizendo que nada em sua vida vai mudar, mas será mesmo? Ao contrário do que muitos pensam, sim, a eleição americana e de quase todos os países do mundo são extremamente importantes para nós, e tudo pode mudar nas nossas vidas dependendo do resultado. O mundo está extremamente polarizado politicamente. Na verdade, sempre foi, mas estamos em um tempo de grande fervor e briga pelo poder. A grande questão é que o partido democrata americano é ligado a movimentos socialistas e comunistas. Seria como se fosse o PT aqui do Brasil. E por trás desses movimentos existem pessoas poderosas que estão interessadas no controle da vida e liberdade das pessoas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Com uma vitória democrata, esses interessados ganham mais poder, e terão possibilidades maiores de influenciar nas próximas eleições por aqui, financiando partidos e políticos que seguirão de acordo com suas vontades. Com a volta da esquerda ao poder, veremos cada vez mais a participação do Estado em nossas vidas, nas relações trabalhistas, burocracia das empresas e no cotidiano de cada cidadão, dizendo o que eles podem ou não fazer ou falar. Veremos também o crescimento dos grandes monopólios de indústria, serviços, e mídia, tendo também maior controle sobre nossa base de informações para formar opinião.

O candidato republicano, Donald Trump, também não é nenhum santo, e também tem apoiadores interessados em controle do poder americano e mundial. Basta ler seu livro “ A Arte da Negociação” que você verá o quão calculista é Donald Trump. A diferença é que ao menos até o momento, “esse lado” se mostrado mais a favor das liberdades individuais, como livre negociação entre patrão e empregado, liberdade de expressão, fomento ao empreendedorismo e continuo combate ao crescimento e poder Chinês que é forte em tudo, menos em liberdade civil. O avanço chinês cada vez mais constante põe em risco a liberdade do mundo ocidental, onde pretende fazer uma cópia do modelo de vida chinesa, com o Estado controlando tudo e a todos.

Seja qual for o resultado das eleições americanas, ela terá um profundo impacto no futuro do país, e por consequência na vida de todos os brasileiros. Quase nada no mundo acontece mais de maneira isolada e estamos à mercê de pequenas e grandes decisões globais. Obviamente nada podemos fazer para influenciar nas eleições americanas, mas podemos estar atentos às ameaças de tomada de liberdade e controle de massas. Além de torcer, e rezar.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

A terceira idade mais valorizada da história!

Nós, os nascidos nas décadas de 80 e 90, seremos a terceira idade mais valorizada de todos os tempos. É algo recorrente na história da humanidade que as pessoas mais velhas sejam relegadas ao esquecimento profissional e sejam consideradas ultrapassadas em diversas áreas. A experiência de vida acaba não sendo suficiente para sobrepor as dificuldades de adaptação com as mudanças do mundo e, mais recentemente, com a evolução tecnológica. Os valores, sabedoria, responsabilidade e comprometimento não são o bastante para que a terceira idade de hoje seja valorizada no mercado de trabalho. Isso deve mudar totalmente para a geração dos nascidos nos anos 80 e 90, também conhecidos como geração Y ou Millennials. Essa geração passou pelas maiores e mais profundas mudanças tecnológicas e sociais que já se viu na história. Acompanhamos a criação da internet, a evolução dos jogos eletrônicos, as mudanças sociais e o desenvolvimento completo das relações pessoais e de trabalho. Ou seja, somos muito abertos a mudanças e até gostamos delas. Somado a isso, carregamos os valores preciosos passados por nossos pais, como respeito, empatia, responsabilidade e comprometimento. Portanto, a geração Y estará por muito tempo ainda valorizada no mercado de trabalho porque conseguirá se adaptar e render seja qual for o desafio. Mas a grande vantagem mesmo será a concorrência, que promete ser incrivelmente fraca e despreparada.

A geração nascida pós anos 2000 tem um mundo aberto ao alcance das suas mãos. Já nasceram convivendo com alta tecnologia e sequer conseguem ver o valor que ela tem. Conviveram desde cedo com todo tipo de facilidade e ainda foram mimados sem ter quase nenhuma cobrança ou responsabilidade. Eles têm todos os direitos, mas poucos deveres. Essa geração está crescendo e chegando ao mercado de trabalho com enormes dificuldades de adaptação. Além disso, estão criando filhos ainda mais incapacitados que eles. Esse cenário caótico ainda é amplificado pelo nosso sistema de ensino que foi ladeira abaixo durante as décadas e não consegue formar alunos com o mínimo de capacidade cognitiva. Os jovens de hoje não tem o mínimo necessário de interpretação de texto, e não conseguem sequer iniciar uma redação. Falo isso baseado no testemunho de amigos ligados à área de ensino, os quais contam histórias terríveis sobre o cotidiano e os desafios que enfrentam em sala de aula. É um circo de horrores. Precisam reduzir ao máximo o nível de dificuldade nos testes para que os alunos consigam atingir notas e passar de ano. Ou seja, são os professores que tem que adaptar o conteúdo ao aluno, e não o aluno que tem que se esforçar para aprender o conteúdo.

O cenário que se desenha para os próximos anos para a produtividade do país e para o desenvolvimento das empresas é tenebroso, pois nenhum país se desenvolve sem mão de obra capacitada. Por isso digo que nossa geração será muito valorizada quando alcançar a terceira idade. Caberá a nós a responsabilidade de assumir funções estratégicas e que demandam experiência aliada ao conhecimento. Não sei dizer até que ponto isso é positivo, a não ser para nós, os futuros valorizados. O sistema de educação precisa ser reestruturado para voltar a formar profissionais e pessoas capacitadas para enfrentar a vida e seus desafios. Estaremos disponíveis por algum tempo ainda, mas e depois?

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